DCTFWeb: duas declarações devem ser enviadas em março

Os profissionais de contabilidade devem estar sempre atentos aos prazos para envio das obrigações acessórias, principalmente da DCTFWeb no mês de março. Esquecer de transmitir uma declaração ou deixar para o último dia pode causar diversos problemas. No mês de março será preciso realizar o envio da primeira e da segunda Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb) com as mudanças após a extinção da DCTF. É preciso que os contadores estejam prontos para transmitir essa obrigação já com a inclusão do Módulo de Inclusão de Tributos (MIT). As duas declarações O prazo de envio inicial da DCTFWeb após as mudanças causadas pela extinção da DCTF foi considerado muito curto pelas entidades contábeis, que se uniram e enviaram um ofício para a Receita Federal no começo do mês de janeiro, manifestando a insatisfação da classe contábil brasileira. Com isso, no dia 7 de fevereiro de 2025, foi publicada a Instrução Normativa RFB n.º 2.248, alterando a data de envio da primeira DCTFWeb com MIT. Com essa alteração, os profissionais contábeis ganharam mais tempo para se preparar. Entretanto, com as mudanças, o mês de março terá duas declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos para serem enviadas, portanto, é preciso se preparar. Data de envio da DCTFWeb e mais detalhes Portanto, até o dia 31 de março será preciso enviar duas DCTFWeb, confira abaixo as datas de envio: Data de envio Declaração Período de Apuração 31 de março DCTFWeb – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Janeiro/2025 31 de março DCTFWeb – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Fevereiro/2025 É fundamental estar atento ao envio das duas declarações e utilizar este tempo restante para se adaptar às mudanças na declaração. Nos próximos meses essa obrigação deverá ser apresentada até o último dia útil do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores. Fonte: Jornal Contábil Foto: Freepik
Inflação medida pelo INPC fecha fevereiro em 1,48%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), inflação que costuma reajustar anualmente salários, fechou fevereiro em 1,48%. Assim como a inflação oficial do país, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a conta de luz foi a vilã do mês. O resultado do INPC de fevereiro é o maior desde março de 2022 (1,71%). Em relação aos meses de fevereiro, é o mais alto desde 2003 (1,46%). Em 12 meses, o INPC soma 4,87%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de fevereiro é explicada em grande parte pelo Bônus Itaipu, que concedeu desconto na conta de luz dos brasileiros em janeiro. No primeiro mês do ano, o índice apresentou variação nula (0%). Com o fim do desconto, o que já era previsto, a conta de energia elétrica subiu 16,96%, fazendo o grupo habitação – do qual faz parte a energia elétrica – subir 4,79%, impactando o INPC em 0,79 ponto percentual (p.p.). Em fevereiro, os produtos alimentícios subiram 0,75%, desaceleração em relação a janeiro (0,99%). Variações e impactos dos grupos de produtos e serviços: Habitação: 4,79% (0,79 p.p.)Transportes: 1,11% (0,22 p.p.)Alimentação e bebidas: 0,75% (0,19 p.p.)Educação: 4,45% (0,19 p.p.)Saúde e cuidados pessoais: 0,54% (0,06 p.p.)Artigos de residência: 0,44% (0,02 p.p.)Comunicação: 0,17% (0,01 p.p.)Despesas pessoais: 0,09% (0,01 p.p.)Vestuário: -0,07% (-0,01 p.p.)Reajuste de salários O INPC impacta diretamente na vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano. O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o benefício e o teto do INSS são reajustados com base no resultado de dezembro. INPC x IPCA A principal diferença para o IPCA é que o INPC apura o custo de vida de famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, é o consumo de famílias com renda até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.518. O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA. “A apuração do INPC tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”, diz o IBGE. Abrangência A coleta de preços é feita nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Fonte: Agência Brasil Foto: Freepik
Receita Federal lança serviço digital para emissão de GPS pela internet

A regularização de débitos previdenciários pode ser feita acessando o Portal de Serviços na página da Receita Federal. Já é possível a emissão da Guia da Previdência Social – GPS pela internet, eliminando a necessidade de abertura de processos para obter a GPS de débitos cadastrados em processos fiscais. A nova funcionalidade beneficia todas as empresas, que podem emitir a GPS de forma totalmente online, diretamente no Portal de Serviços Digitais da Receita Federal, sem a necessidade de abertura de processos. A emissão da GPS poderá ser feita pelo próprio contribuinte, que precisará apenas acessar o Portal por meio da seção “Situação Fiscal do Contribuinte”, conforme detalhado a seguir: Acesse o Portal de Serviços Digitais. Navegue até: Serviços > Negócios > Minhas Dívidas e Pendências > Situação Fiscal do Contribuinte. Dentro de “Situação Fiscal do Contribuinte”, clique em: – Diagnóstico Fiscal > Na Receita Federal > Débitos/Pendências > Processos Fiscais. – Na linha referente ao débito, selecione Detalhar e clique em Emitir GPS. O novo serviço possui como objetivo proporcionar mais comodidade ao contribuinte, agilizando o atendimento, reduzindo a burocracia e o tempo necessário para regularizar pendências. Fonte: Receita Federal Foto: Reprodução – site da Receita Federal
Câmaras da CNC reforçam atuação e projetam avanços para 2025

A reunião de coordenadores das Câmaras Brasileiras do Comércio e Serviços da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada no dia 27 de fevereiro, reforçou o compromisso da entidade com o desenvolvimento e a representação setorial. Durante o encontro, os coordenadores apresentaram os avanços obtidos em 2024 e traçaram metas estratégicas para o ano de 2025, abordando temas cruciais como reforma tributária, legislação setorial e inovação. O coordenador das Câmaras, Luiz Carlos Bohn, destacou a importância do trabalho conjunto e também evidenciou a importância da escuta ativa. Bohn enfatizou que, nas Câmaras, as propostas surgem da escuta das diversas vozes dos segmentos representados. “O engajamento das Câmaras fortalece a representação da CNC e amplia a capacidade de influenciar decisões fundamentais para os setores que representamos”, afirmou. Ele também deu as boas-vindas ao novo coordenador da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), Kelsor Gonçalves Fernandes. Ações realizadas e planejamento para 2025 Andrea de Marins Esteves, gerente da Assessoria das Câmaras da CNC, apresentou um balanço das ações desenvolvidas em 2024, com base no relatório de atividades. “Tivemos um ano de grandes conquistas, com um aumento significativo do número de proposições concluídas. O planejamento para 2025 foca a ampliação das entregas e o fortalecimento da atuação setorial”, explicou. Confira o relatório de atividades 2024 das Câmaras Brasileiras do Comércio de Serviços da CNC Andrea também fez questão de ressaltar como o trabalho das câmaras setoriais nas Federações tem se multiplicado, considerando as peculiaridades regionais e evidenciando a importância dessas discussões, cujos resultados se refletem diretamente nas ações locais. Segmentos setoriais apresentam desafios e oportunidades James Thorp Neto, coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Combustíveis (CBCC), enfatizou a necessidade de mais diálogo com o governo. “O setor de combustíveis enfrenta desafios regulatórios constantes. Precisamos garantir um ambiente de negócios estável para os empresários”, pontuou. Laura Andrea Farias Paiva, da Câmara Brasileira das Mulheres Empreendedoras do Comércio (CBMEC), celebrou os avanços na representatividade feminina: “Hoje, temos pelo menos uma mulher empresária representando cada estado brasileiro em nossa Câmara. Esse é um marco fundamental para fortalecer a presença feminina no comércio de bens, serviços e turismo”. Antonio Florencio de Queiroz Junior, da Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação e Inovação (CBTIN), falou sobre a importância da digitalização. “A inovação precisa ser a espinha dorsal do comércio. Apostar em tecnologia é fundamental para a competitividade”, afirmou. Rubens Torres Medrano, da Câmara Brasileira do Comércio Exterior (CBCEX), ressaltou o impacto das exportações no crescimento econômico. “Precisamos desburocratizar processos para aumentar a participação do Brasil no mercado global”, defendeu. Ranieri Palmeira Leitão, da Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPave), trouxe a preocupação com o comércio irregular. “A fiscalização precisa ser mais rígida para evitar a entrada de peças falsificadas que comprometem a segurança dos consumidores”, alertou. Álvaro Luiz Bruzadin Furtado, da Câmara Brasileira do Comércio de Gêneros Alimentícios (CBCGAL), abordou a segurança alimentar. “O setor precisa garantir produtos de qualidade e acessíveis, equilibrando custos e segurança”, avaliou. André Luiz Roncatto, da Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica), comentou a regulamentação do setor. “Conseguimos avanços na classificação de risco dos produtos ópticos, mas precisamos de uma fiscalização eficaz”, observou. Kelsor Gonçalves Fernandes, que assume a coordenação da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), analisou os desafios da reforma tributária. “O setor imobiliário será fortemente impactado pelas mudanças fiscais. É essencial que estejamos atentos às novas regras”, pontuou. José Wenceslau de Souza Júnior, da Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC), abordou a sustentabilidade. “A construção civil precisa adotar práticas sustentáveis e incentivar o uso de materiais ecologicamente corretos”, destacou. Lázaro Luiz Gonzaga, da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFarma), frisou a importância da articulação política. “A atuação no Congresso tem sido essencial para garantir que o setor continue crescendo de forma estruturada”, salientou. Tecnologia e planejamento estratégico Entre as principais discussões, um ponto alto foi o desenvolvimento de uma plataforma de gestão das Câmaras para um sistema mais eficiente de planejamento estratégico. “A ferramenta vai proporcionar mais transparência e eficiência na gestão das proposições e encaminhamentos feitos pelas Câmaras”, explicou Andrea Marins. Andrea frisou que o objetivo dessa plataforma é aprimorar a integração e as entregas das Câmaras, com relatórios gerenciais mensais para acompanhar os indicadores e progressos. Além disso, o coordenador Luiz Carlos Bohn deu ênfase a temas convergentes às Câmaras, com destaque para o aumento de tributos estaduais e federais, impacto nos combustíveis, modernização das empresas do comércio e as dificuldades enfrentadas pelo setor, como a obsolescência dos equipamentos.
Senac Nacional é o novo integrante do Pacto Global da ONU

O Departamento Nacional do Senac acaba de dar um passo importante em sua jornada de compromisso com a sustentabilidade, ao ingressar no Pacto Global da ONU no Brasil. A maior rede global de sustentabilidade corporativa – uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) -, visa mobilizar a comunidade empresarial na adoção e promoção de dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Com a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Pacto Global assumiu a missão de engajar o setor privado nesta nova agenda, e o Senac, alinhado a essa visão, passa a integrar esse movimento global. Em sua busca por um futuro mais sustentável, o Senac já desenvolve diversas ações alinhadas aos ODS, e elencou alguns que mais conversam com sua estratégia: “A adesão do Senac ao Pacto Global da ONU reforça nosso compromisso com uma educação transformadora e com a atitude sustentável, que é um dos nossos valores institucionais. Queremos formar profissionais que contribuam para um futuro melhor, mais justo e menos desigual. Ao integrarmos essa rede, fortalecemos esses princípios e somamos forças com organizações de todo o mundo que adotam práticas de governança éticas e socioambientalmente responsáveis.” ressalta José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU. Com mais de 21 mil participantes, incluindo 18 mil empresas e 3.800 organizações não empresariais, a iniciativa abrange 162 países. É a maior ação de sustentabilidade corporativa do mundo. Ao aderir ao Pacto Global, as empresas se comprometem a reportar anualmente seu progresso em relação aos Dez Princípios, promovendo a transparência e incentivando a evolução constante das práticas internas de sustentabilidade. No Brasil, o Pacto Global da ONU foi criado em 2003, e hoje é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 1.900 participantes. Os mais de 50 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água e Saneamento, Alimentos e Agricultura, Energia e Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Foto: Senac/Divulgação
Como vender mais na Semana do Consumidor, a ‘Black Friday do primeiro semestre’?

A Black Friday do primeiro semestre, ou o Dia do Consumidor, no dia 15 de março, será um termômetro importante do consumo no País em meio a uma conjuntura econômica complexa. De um lado, o mercado de trabalho permanece bastante resiliente, com uma taxa de desemprego historicamente baixa e, por consequência, uma massa de renda que leva as famílias às compras. De outro, a inflação, que permanece acima do teto da meta (o IPCA está em 4,56% no acumulado dos 12 meses até janeiro), forçam os juros altos e — como apontam diferentes indicadores da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) — impactam a confiança de consumidores e do empresariado. As perspectivas são positivas para este ano, contudo. Além de ter se tornado uma Semana do Consumidor, a data é uma oportunidade para diversos segmentos alavancarem as vendas. Isso acontece porque, diferentemente de outras datas comemorativas, em que a busca é por presentes, no Dia do Consumidor as pessoas vão comprar produtos para uso próprio. Nesse contexto, a FecomercioSP avalia que a demanda por bens essenciais, como itens de saúde, higiene pessoal e beleza, será maior — que tendem a ter melhor desempenho do que alguns produtos duráveis, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Os clientes devem encontrar boas oportunidades de desconto em eletrodomésticos e eletrônicos, mas, considerando a atual conjuntura econômica, a expectativa da Federação é de que a maioria adote uma postura mais cautelosa na compra de bens duráveis, normalmente dependentes de crédito e que comprometem a renda por vários meses, com o objetivo de manter o orçamento doméstico sob controle. Em 2024, vale lembrar, as vendas do Dia do Consumidor no Brasil caíram 2,4% em comparação ao ano anterior, registrando um faturamento de R$ 602,8 milhões no dia 15 de março, de acordo com os dados da consultoria Confi.Neotrust. Além da forte base de comparação (alta de 161%, em 2021, e 16%, em 2022, bem como retração de 21%, em 2023), a estratégia de diluir as vendas ao longo da semana da data em questão ajuda a explicar essa queda. Mas, então, como o varejo pode aproveitar a ocasião para melhorar as vendas? Dicas para vender mais A primeira orientação da FecomercioSP é que os negócios elaborem ações não somente para o sábado, mas já para esta semana — e, claro, para a próxima. Isso inclui promoções, campanhas de desconto, estruturas de cashback, ofertas exclusivas para clientes cadastrados e projetos de divulgação nas redes sociais, uma espécie de aquecimento. Tão importante quanto é destacar que todas essas informações devem ser reais, e os descontos, de fato, observados pelas pessoas. É uma orientação óbvia, mas que costuma prejudicar alguns negócios nessas datas. A Federação reforça, novamente, que por ser uma data em que as pessoas vão comprar itens para uso próprio, segmentos não beneficiados por eventos tradicionais podem aproveitar o Dia do Consumidor para alavancar as vendas. É o caso da comercialização de medicamentos, produtos de higiene, autopeças ou serviços de revisão de veículos, entre outros. Algumas consultorias deverão publicar, nos próximos dias, pesquisas com tendências de compra dos consumidores — não apenas de produtos, mas de temas e condições de pagamento. Observar esses estudos para guiar o planejamento é fundamental. No varejo, especialmente, pode ser o momento para usar alguns itens parados em estoque, que tenham relação com o verão, para incluir nas promoções. Um dos aspectos que deve ajudar os negócios a vender mais é oferecer flexibilidade no pagamento — principalmente com o PIX. É bom para todos: o cliente, que pode pagar com facilidade e ganhar um desconto relevante nessa modalidade (dependendo da estratégia utilizada), e o varejista, que reforça o caixa em um momento complexo da economia do País. Em 2024, ainda segundo dados da Confi.Neotrust, 30% dos pagamentos no Dia do Consumidor do ano passado foram realizados via PIX. No ano anterior, essa taxa havia sido de 17%. No caso de marketplaces, é a hora de simular os fretes da mercadoria ofertada e verificar se os valores não estão mais altos do que a concorrência. Diversas pesquisas apontam que o preço da entrega é um dos principais motivos pelos quais as pessoas “abandonam o carrinho” de compra na metade do processo. Assim, é importante criar estratégias para mudar essa trajetória. Nas lojas físicas, oferecer a entrega gratuitamente — se a margem de lucro permitir — pode ser uma abordagem bastante exitosa. Por fim, o Dia do Consumidor traz a chance não só de aumentar as vendas como também de fidelizar clientes, que, no limite, é o que permite a boa saúde dos negócios. Mas como fazer isso? Em primeiro lugar, checando se o estoque que aparece no sistema do estabelecimento confere com o que está disponível. Cancelar a venda é o pior cenário possível. Em segundo, é importante garantir que o serviço de entrega ou de expedição dos produtos esteja funcionando perfeitamente, com dinamismo e precisão. No caso das lojas físicas, observar se os preços nas gôndolas estão corretos e treinar os funcionários para o atendimento, além de oferecer descontos no PIX, garantem uma boa experiência de compra. Se todas essas medidas forem implementadas, o negócio estará operando perfeitamente, oferecendo qualidade de atendimento e atratividade nos preços — e, então, a tendência é de vender mais. Foto: Freepik
Vendas do varejo paulista crescem 9,3% em 2024 e atingem R$ 1,4 trilhão, maior cifra da história

O varejo no Estado de São Paulo fechou 2024 com um desempenho excepcional, com o volume total de vendas alcançando R$ 1,42 trilhão — alta de 9,3% em comparação a 2023. É o maior faturamento da série histórica iniciada em 2008 e a maior taxa de crescimento desde 2021. Em termos absolutos, esse desempenho representa R$ 121 bilhões a mais em receitas em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). No mês de dezembro, as vendas do varejo avançaram 7,3% em comparação ao mesmo período de 2023, e também atingiram a maior cifra — R$ 138,6 bilhões — para um mês desde o início da série histórica. Na visão da FecomercioSP, essa performance favorável é reflexo, principalmente, do mercado de trabalho aquecido, que resulta em um aumento no contingente de pessoas com capacidade de consumir, além de fatores como expansão do crédito e aumento da renda, que culminaram em uma forte propensão ao consumo no segundo semestre, impulsionada pela Black Friday, pelas compras de final de ano e pela injeção do 13º salário. “Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o avanço da digitalização e omnichannel, já que as empresas seguiram apostando na integração entre lojas físicas e online, ampliando o alcance das vendas”, afirma Fabio Pina, assessor econômico da Entidade. Alta em todos os segmentos De acordo com a pesquisa da FecomercioSP, as nove atividades pesquisadas encerraram 2024 com alta no faturamento, em comparação a 2023 (tabela 1). As maiores variações ocorreram nas vendas das concessionárias de veículos (+17,9%) e das lojas de autopeças e acessórios (+14,3%). Destaque também para as farmácias e perfumarias (+11,7%), lojas de vestuários, tecidos e calçados (+10,7%) e móveis e decoração (+10,5%). Vendas na capital paulista O varejo do município de São Paulo também fechou 2024 com resultado positivo, exibindo um crescimento de 9,9% em relação ao ano anterior e batendo o recorde de faturamento com uma receita de R$ 441,4 bilhões em 2024, cerca de R$ 39,7 bilhões acima do apurado em 2023. Em dezembro, a capital teve um aumento de 6,8% nas vendas, atingindo a cifra de R$ 43,4 bilhões no mês, também a maior receita mensal da série histórica. Setor deve desacelerar em 2025 Embora a Federação mantenha uma visão otimista para esse primeiro trimestre, principalmente por conta do desempenho do mercado de trabalho, a Entidade recomenda uma certa dose de cautela aos empresários na realização de investimentos e na formação de estoques.Na visão da FecomercioSP, o ano de 2025 deve ser extremamente desafiador, considerando a atual conjuntura de inflação acima do teto da meta e o ciclo de alta da taxa Selic, que já estão afetando a confiança dos consumidores e devem influenciar as vendas ao longo do ano. As vendas das concessionárias de veículos e de materiais de construção, que comercializam bens duráveis, em que a venda normalmente depende de crédito e compromete a renda ao longo de vários meses, já mostraram sinais de desaceleração no último trimestre do ano. Nesse contexto, “empresas do setor precisarão ajustar suas estratégias para manter a competitividade e preservar margens em um possível cenário de menor crescimento em 2025”, recomenda Fabio Pina. Foto: Freepik
PIB encerra 2024 com crescimento de 3,4%, maior alta desde 2021

O Produto Interno Bruto (PIB) do país encerrou o ano de 2024 com crescimento de 3,4%, totalizando R$ 11,7 trilhões, segundo divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 7. A taxa é a maior desde 2021, quando o PIB brasileiro cresceu 4,8%, após um registro negativo de 3,3% em 2020. Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra Na comparação entre o quarto e o terceiro trimestre do ano passado, o PIB desacelerou 0,2%, o que significa que houve estabilidade. Em nota informativa, o Ministério da Fazenda considerou que o crescimento do PIB no último trimestre e em 2024 foi marginalmente abaixo do projetado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) na grade de parâmetros de fevereiro, deixando um impulso de cerca de 0,5% para 2025. Com relação a outros países do 620, o PIB brasileiro foi o quarto maior, na variação acumulada do ano passado, ficando atrás de China (5%), Indonésia (5%) e Índia (6,7%). Para o decorrer deste ano, a Fazenda projeta crescimento de 2,3% da economia, com menores impulsos do mercado de crédito e em razão do aspecto contracionista da política monetária. Segundo o IBGE, os setores que mais influenciaram o crescimento do PIB em 2024 foram os de Serviços e da Indústria que, em comparação a 2023, cresceram 3,7% e 3,3% respectivamente. Na mesma comparação, a Agropecuária sofreu queda de 3,2%. Já o PIB per capita alcançou R$ 55.247,45, um avanço, em termos reais, de 3,0% frente ao ano anterior. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, ressalta que os principais destaques do PIB pela ótica produtiva (das atividades econômicas) foram Outras atividades de serviços (5,3%), Indústria de transformação (3,8%) e Comércio (3,8%), que juntos foram responsáveis por cerca da metade do crescimento do PIB em 2024. Na Indústria, a atividade de Construção foi o destaque positivo ao registrar alta de 4,3% em 2024, em função do crescimento da ocupação na atividade, da produção de insumos típicos e da expansão do crédito. Outras influência positiva, além da Indústria de Transformação, foi a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (3,6%). A queda na Agropecuária (-3,2%) reflete o desempenho da Agricultura. Efeitos climáticos adversos impactaram várias culturas importantes da lavoura que registraram queda na estimativa anual de produção e perda de produtividade, tendo como destaque a soja (-4,6%) e o milho (-12,5%). Consumo das Famílias e Consumo do Governo cresceram Pela ótica da demanda, destaque para a Despesa de Consumo das Famílias, que avançou 4,8% em relação a 2023. “Para o consumo das famílias, tivemos uma conjunção positiva, como os programas de transferência de renda do governo, a continuação da melhoria do mercado de trabalho e os juros que foram, em média, mais baixos que em 2023”, explica a pesquisadora. A Despesa do Consumo do Governo teve crescimento de 1,9% no ano. As Importações de Bens e Serviços apresentaram alta de 14,7% em 2024 e as Exportações cresceram 2,9%. Já a taxa de investimento em 2024 foi de 17,0% do PIB, maior que em 2023, quando foi de 16,4%. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,5% em 2024 (ante 15,0% no ano anterior). Do total de valor corrente de R$ 11,7 trilhões do PIB, R$ 10,1 trilhões foram referentes ao Valor Adicionado a preços básicos, enquanto R$ 1,6 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Fonte: Redação Terra Foto: Freepik
Inadimplência segue ciclo de queda em São Paulo

Mercado de trabalho aquecido e massa de renda mais alta têm mantido orçamento doméstico controlado, mostram dados da FecomercioSP A pesquisa da FecomercioSP mostram que o endividamento e a inadimplência retraíram no mês O mercado de trabalho em seu melhor momento e uma consequente massa de renda historicamente alta — R$ 40,6 bilhões no último trimestre de 2024, na capital paulista, o maior volume da série histórica do IBGE — fizeram com que o volume de famílias inadimplentes em São Paulo caísse novamente em fevereiro, voltando ao patamar de setembro de 2024 (19%), como mostra a Pesquisa do Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na verdade, a pesquisa está abaixo da casa dos 20% desde agosto do ano passado, após ficar mais de dois anos acima desse patamar. Na comparação anual, em números absolutos, foram 108 mil lares que saíram dessa situação em fevereiro. E não foi só: caiu também o número de famílias sem condições de pagar suas contas atrasadas é de 8,7% em janeiro para 8,3% — o melhor desempenho desde setembro. A pesquisa da FecomercioSP ainda permite ver que vários outros aspectos que compõem o fenômeno do endividamento e da inadimplência retraíram no mês em questão. Um deles, por exemplo, é o tempo médio de atraso nas dívidas, que hoje está em 63,1 dias. No mesmo mês do ano passado, esse número era 66,2 dias. Esse é um dado relevante, na análise da Federação, porque significa que o juro rolado com a despesa não quitada tende a ser menor, o que favorece um retorno mais rápido da família ao ambiente de consumo. Outro é a retração do tempo comprometido com dívidas não atrasadas — como financiamentos, por exemplo —, que ficou em 7,6 meses. Mais da metade (56%) das contas dos paulistanos, na verdade, não passa do médio prazo. Esse contexto se explica, em sua totalidade, porque o grosso das dívidas na cidade é feito com cartão de crédito — mais especificamente, 82% das famílias endividadas citam a fatura como a despesa a ser paga no horizonte próximo. Os dados do Banco Central apontam que o sistema de crédito continua em vigoroso crescimento, tanto na modalidade à vista quanto na parcelada. Ressalte-se que essa taxa é uma retração em relação à média de 2024, que foi de 85%, segundo os dados da FecomercioSP. Na contramão desse cenário, o número de famílias endividadas voltou a subir . Em fevereiro, 67,7% dos lares encontravam-se nessa situação — em janeiro havia 67,2%. Entretanto, na comparação anual, houve queda de 0,4 pontos porcentuais (p.p.) nesse número — que chegou a 71,7% na metade de 2024. Em números absolutos, são 2,77 milhões de casas endividadas na cidade. A leitura da Entidade é que esse fenômeno pode ser também efeito do mercado de trabalho aquecido e da massa de renda, que faz com que mais pessoas façam compras de médio prazo. Tão importante quanto é que o montante da renda comprometida com dívidas segue em baixa histórica. Em fevereiro, 29,3% dos rendimentos dos lares, na cidade de São Paulo, estavam direcionados para pagar contas desse tipo. Ou seja, mais de dois terços da renda permanece livre para outros tipos de gastos dentro do orçamento doméstico. Menos gente em busca de dinheiro A FecomercioSP também perguntou aos paulistanos sobre a intenção de obter empréstimos nos próximos meses. No mês da análise, 17% das pessoas disseram que pretendiam obter dinheiro emprestado a médio prazo — número que era de 18,1% em janeiro. Nesse grupo, quase a totalidade (89,3%) justifica a demanda por recursos para realizar compras. E, apesar das polêmicas recentes envolvendo o Pix, nunca houve tanta gente disposta a usar esse método de pagamento desde que ele foi criado, em 2020. No total, 26,3% dos entrevistados mencionaram que essa é a modalidade “mais vantajosa” para quitar contas. Não é apenas facilidade, indica a FecomercioSP, mas o fato de as famílias terem dinheiro disponível para arcar com o consumo. Essa percepção reforça a análise da Federação de que a renda familiar está em elevação por causa do mercado de trabalho — que, mais do que isso, tem funcionado como um escudo contra a inflação. No passado recente, quando os preços subiam, as famílias corriam para o cartão de crédito para manter os gastos cotidianos. Agora, parece estar acontecendo uma realocação de recursos, em que, em um contexto inflacionado, as pessoas tiram dinheiro de áreas como o lazer para manter o consumo essencial. O cenário continua desafiador, mas com uma inadimplência controlada, o que é sempre uma boa notícia. Foto: Freepik
Pesquisa da CNC revela que varejistas estão cautelosos com a economia

Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda, evidenciando o clima menos otimista no varejo diante de um cenário econômico mais desafiador. Realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a pesquisa registrou em fevereiro baixa de 2,1% na comparação com janeiro e de 5,4% em relação a fevereiro do ano anterior, atingindo 103,7 pontos. Ainda assim, o indicador segue acima do nível de satisfação (acima de 100 pontos). O resultado é reflexo da queda de quase todos os componentes analisados, com peso maior para “condições atuais da economia”, que caiu 6,5% na variação mensal e 18,7% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. O único subíndice em crescimento foi o de “intenções de investimento em estoque”, que subiu 0,1% nos dois cenários em retrospecto. “A redução da confiança é coerente com o ambiente de juros elevados e de trajetória mais complexa do que no início de 2024. Esses fatores seguem impactando as decisões do empresariado e exigindo cautela na condução dos negócios nos próximos meses. É algo a ser acompanhado de perto, já que o otimismo do setor é essencial para impulsionar os investimentos e gerar crescimento para o País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Segmentos em queda Contribuiu para o saldo negativo do Icec a retração de todos os segmentos observados, principalmente pelas lojas do varejo de supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, com variação negativa mensal de 3,3%. Roupas, calçados, tecidos e acessórios recuaram 1,7%, enquanto o segmento de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decorações, cine/foto/som, materiais de construção e veículos tiveram uma queda de 2,7%. “Os comerciantes têm sentido muito o impacto da Selic alta, com a tendência de novos aumentos. A prova disso é que na percepção atual do comércio, as atividades que englobam os bens de maior valor agregado (eletroeletrônicos, móveis e decorações, cine/foto/som, materiais de construção e veículos) caíram 5,3% em relação a janeiro porque são eles os mais afetados pela evolução dos juros”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Sobre o Icec O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é um indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas de varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente seis mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os subíndices apresentam dispersões que variam de zero a 200 pontos. O Icec avalia as condições atuais, as expectativas de curto prazo e as intenções de investimento dos negócios do comércio. Confira aqui a pesquisa na íntegra e a análise do economista da CNC João Marcelo Costa foto: Freepik