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Empresas devem entregar relatório de transparência salarial até sexta (28)

Empresas com mais de 100 funcionários têm até 28 de fevereiro para entregar ao ministério do Trabalho e Emprego informações para o 3º Relatório de Transparência Salarial através do Portal do Emprega Brasil. Este relatório deve incluir detalhes sobre os critérios remuneratórios adotados e as iniciativas para promover a diversidade e a parentalidade compartilhada. A obrigação foi criada pela lei de igualdade salarial, de julho de 2023. O dispositivo altera o artigo 461 da CLT e impõe a empresas com mais de 100 funcionários a obrigação de adotar medidas concretas para assegurar a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres. Empresas têm até dia 28 de fevereiro para entregar relatório de transparência salarial. Impacto da lei Segundo o ministério do Trabalho, o último relatório mostrou que há uma disparidade salarial significativa, e que 20,7% das mulheres ganham menos do que homens em 50.692 empresas com mais de 100 empregados. Em mais de 15 mil empresas, o percentual é de 5% menos que seus colegas homens em posições equivalentes. O governo esclarece que a nova legislação busca não apenas corrigir estas distorções, mas também promover uma mudança cultural nas organizações. A lei exige que as empresas implementem diversas iniciativas, incluindo transparência nas políticas salariais, fiscalização ativa contra práticas discriminatórias, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e suporte à capacitação e avanço profissional das mulheres. Em março, o MTE e o Ministério das Mulheres realizarão um evento para apresentar os dados consolidados do relatório, reiterando a importância da transparência e da igualdade nas práticas corporativas. Dados simplificados Apesar da iniciativa servir a objetivos nobres e necessários, como reduzir a desigualdade salarial entre mulheres e homens e promover mulheres a cargos de liderança, o relatório tem sido alvo de críticas e até de demandas judiciais. A advogada Érika Seddon, sócia do departamento Trabalhista do escritório Mattos Filho, aponta limitações metodológicas no processo de confecção do relatório. “Os critérios utilizados não são aptos a demonstrar eventuais disparidades remuneratórias de gênero devido à generalização imposta pela Classificação Brasileira de Ocupações. A comparação entre categorias tão distintas dentro de um mesmo grupo ocupacional pode levar a conclusões errôneas sobre práticas discriminatórias,” explica. Ademais, Érika destaca que o relatório ignora informações sobre o tempo de casa do trabalhador e tempo na função, requisitos necessários para o direito ao pagamento de mesmo salário, cujos dados estão disponíveis para o ministério do Trabalho e Emprego, por meio do eSocial. “Esse é um exemplo prático de possível melhoria no relatório”. Segundo a advogada, esse é o motivo pelo qual várias empresas estão buscando vias judiciais para evitar a publicação, temendo as repercussões negativas que a simplificação dos dados pode acarretar. “Recentemente, empresas passaram a receber comunicados da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Essa comunicação, feita através do Domicílio Eletrônico Trabalhista, visa alertar as empresas que não baixaram o relatório, sobre a necessidade de sua publicização, sob pena de multa de até 100 salários-mínimos, e pode ser o prenúncio do início das fiscalizações. Para este semestre, as empresas deverão publicizar o relatório até o final de março e, segundo a Instrução Normativa GM/MTE nº 6, mantê-lo disponível até a publicação do próximo relatório, em setembro.” Fonte: Migalhas Foto: Freepik

Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac recebe comenda durante posse da nova diretoria da Conaje

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, foi homenageado durante a cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2025/2026 da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), realizada em 19 de fevereiro, na sede do Sebrae Nacional, em Brasília. A Comenda Empreendedor, entregue pelo novo presidente da Conaje, Fábio Saraiva, reconhece a atuação de Tadros em prol do empreendedorismo e do fortalecimento da nova geração de empresários no Brasil. Durante seu discurso, Tadros ressaltou a importância da juventude como motor do progresso econômico e social. “Fico muito feliz em saber que os jovens estão labutando no dia a dia para empreender e construir um Brasil melhor. O que rompe o ciclo da pobreza é exatamente o ciclo da riqueza”, afirmou. O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também enfatizou a necessidade de respeito, cidadania e dignidade para todos, destacando que “o lucro de hoje é a riqueza do amanhã”. Tadros ainda disse ser reconfortante observar o trabalho da Conaje, por inspirar e cultivar as jovens lideranças empresariais do País. “Precisamos de um ambiente empresarial que estimule os investimentos, a geração de empregos e renda, com segurança jurídica, respeito à democracia e valorização da iniciativa privada. A CNC e o Sistema Comércio como um todo trabalham diuturnamente para isso, e contar com aliados como vocês nessa luta só fortalece a nossa causa”, finalizou. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), cujo discurso valorizou a aproximação dos jovens com o associativismo, também foi homenageado na solenidade, que reuniu autoridades, representantes do setor empresarial e jovens empreendedores de diversas regiões do Brasil. Sobre a Conaje A Conaje, entidade sem fins lucrativos fundada em 2000, tem como missão fomentar o empreendedorismo e fortalecer a criação e manutenção de novas empresas dirigidas por jovens. Com 27 movimentos empresariais presentes em 20 estados brasileiros, a confederação promove capacitação empresarial, networking e compartilhamento de experiências, inspirando a nova geração de líderes a alcançar novos patamares de sucesso e transformação econômica no Brasil. Fonte e foto: CNC

CCT Engenheiros está disponível

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada pelo SincoElétrico junto ao Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo está disponível para consulta ou download no site do SincoElétrico. Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br Foto: Freepik

Intenção de Consumo das Famílias cai em fevereiro

A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que apura a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) mostra queda mensal de 0,2% no índice em fevereiro, chegando aos 104,5 pontos, já descontados os efeitos sazonais. Impactado principalmente pela redução do consumo de bens duráveis (-1,6% mensal e -4,8% no comparativo anual), o resultado interrompe a curva ascendente observada desde dezembro do ano passado. No comparativo com fevereiro de 2024, a variação anual da ICF sofreu queda de 1,1%. Os dados da CNC revelam que as famílias de maior renda estão mais cautelosas ao consumir, tendência também notada entre aquelas que ganham menos de dez salários mínimos mensais: a intenção de compra reduziu 0,5% e 0,2%, respectivamente, em relação ao mês anterior. O subindicador Perspectiva de Consumo, que mensura a percepção dos entrevistados sobre o seu próprio consumo a médio prazo (nos próximos três meses), caiu nos dois grupos: 2,2% e 1%, respectivamente. “As famílias já sentem dificuldade em adquirir bens duráveis neste início de ano. Apesar do cenário desafiador, há um esforço em manter o padrão de consumo. No entanto, o comércio já deve sentir a redução das vendas nos próximos meses”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Homens e mulheres estão menos otimistas No recorte por gênero, nota-se maior pessimismo em relação ao consumo, com a baixa na variação anual de intenção de compra de 1,4% entre os homens e de 0,4% entre as mulheres. Em contrapartida, o público feminino melhorou a sua “perspectiva de consumo” em relação a fevereiro de 2024, ficando 1,1% acima. Os homens não têm o mesmo ponto de vista, pontuando -2,2% no comparativo anual.    Acesso ao crédito restringe consumo O subindicador “acesso ao crédito” mostrou que as famílias de maior renda registraram queda de 0,4%, e que as com rendimentos menores apresentaram aumento de 0,4%.   “A maioria dos componentes do ICF teve alta, com exceção dos duráveis, que teve a maior redução. Isso deixa claro que as famílias sentem o impacto dos juros altos, principalmente os consumidores de maior renda, que estão sendo os mais afetados pela seletividade do crédito”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Mercado de trabalho mais promissor depois de quatro meses de baixas, os consumidores mostraram mais otimismo em relação às oportunidades profissionais. O “emprego atual”, que mede a satisfação com o trabalho, apresentou alta de 0,2%, enquanto a “perspectiva profissional”, que mede a percepção do trabalhados sobre o cenário de oportunidades profissionais a médio prazo, teve o quinto crescimento seguido, de 0,4%. Confira a análise completa e a série histórica e o vídeo do economista responsável foto: Freepik

MEI ficará impedido de emitir NF-e a partir de abril se houver erro no CRT

As regras de validação de campos vinculados ao Código de Regime Tributário específico do do Microempreendedor Individual (MEI) , o CRT 4, entram em vigor em pouco mais de um mês, no dia 1º de abril de 2025, e a principal novidade é que erros nesse campo impedirão o MEI de emitir a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) ou a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Desde setembro de 2024, o MEI passou a ser obrigado a inserir o CRT 4 para a emissão da NF-e ou da NFC-e, mas será apenas em abril que entra em ambiente de produção as regras de validação dos campos destinados a informar o Código de Situação da Operação do Simples Nacional (CSOSN) e o Código Fiscal de Operações e de Prestações (CFOP) específicos para os contribuintes que informarem o CRT 4. Ou seja, erros nestes campos vinculados ao CRT impedirão o MEI de emitir nota fiscal a partir de 1º de abril. O que muda para o MEI na inserção do CRT na nota fiscal a partir de abril? A versão 1.20 da Nota Técnica 2024.001, disponibilizada no Portal da NF-e publicada pela Sefaz, indica que, a partir de 1º de abril de 2025, entrará em produção as regras de validação que afetam o CRT=4 (MEI). Ou seja, a partir desta data, informações erradas, como por exemplo, um CFOP não permitido para o MEI, impossibilitaram a validação da nota fiscal, podendo ocasionar rejeições e divergências. A primeira versão da mesma nota técnica, incluiu o CRT=4 (MEI) para validar os dados cadastrais na base da Sefaz. Vale dizer que uma vez selecionado este CRT, se o cadastro do emitente não estiver como microempreendedor na Sefaz, o documento será rejeitado. Relembre a obrigatoriedade para o MEI na emissão de nota fiscal A versão 1.10 da Nota Técnica 2024.001, publicada pela Sefaz, divulgada no Portal da NF-e, determinou que os contribuintes enquadrados como MEI deveriam inserir o CRT 4 (regime tributário específico do segmento) ao emitir dois modelos de nota fiscal, a NF-e e a NFC-e, a partir de 2 de setembro de 2024. Porém, a versão 1.20 desta mesma uma nova Nota Técnica, a data foi prorrogada prorrogou para 16 de setembro de 2024, a obrigatoriedade, e ainda determinou que as regras de validação de campos vinculados ao CRT 4 entrariam em vigor a contar de 1º de abril de 2025. CFOPs que podem ser usados pelo MEI A atualização na tabela CFOP que contém os códigos que podem ser utilizados pelo MEI foi prorrogada e também passam a valer a partir de 1º de abril de 2025. Sempre que a legislação exigir que o MEI emita NF-e ou NFC-e, o microempreendedor deverá adotar o CRT 4, novo código de regime tributário específico do MEI e, conjuntamente, adotar o CFOP adequado à sua operação fiscal. Veja a seguir quais são os CFOPs que deverão ser utilizados pelo MEI nas operações internas e interestaduais quando for informado o CRT 4, específico deste segmento: 1.202 Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer devolução de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 1.503, 1.504, 1.505 e 1.506. 1.904 Retorno de remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer entrada e retorno de remessa efetuada pelo MEI com exceção dos classificados nos códigos 1.202, 1.503, 1.504, 1.505 e 1.506. 2.202 Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer devolução de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 2.503, 2.504, 2.505 e 2.506. 2.904 Retorno de remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer entrada e retorno de remessa efetuada pelo MEI com exceção dos classificados nos códigos 2.202, 2.503, 2.504, 2.505 e 2.506. 5.102 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer venda de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das saídas classificadas nos códigos 5.501, 5.502, 5.504 e 5.505. 5.202 Devolução de compra para comercialização, ou qualquer devolução de mercadorias efetuada pelo MEI com exceção das classificadas no código 5.503. 5.904 Remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer remessa efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 5.502 e 5.505. 6.102 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, ou qualquer venda de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das saídas classificadas nos códigos 6.501, 6.502, 6.504 e 6.505. 6.202 Devolução de compra para comercialização, ou qualquer devolução de mercadoria efetuada pelo MEI com exceção das classificadas no código 6.503. 6.904 Remessa para venda fora do estabelecimento, ou qualquer remessa efetuada pelo MEI com exceção das classificadas nos códigos 6.502 e 6.505. Para as operações de comércio exterior, ativo imobilizado e ISSQN, o MEI que informar CRT 4 poderá utilizar os seguintes CFOPs: 1501, 1503, 1504, 1505, 1506, 1553, 2501, 2503, 2504, 2505, 2506, 2553, 5501, 5502, 5504, 5505, 5551, 5933, 6501, 6502, 6504, 6505, 6551 e 6933. Fonte: Contábeis Com informações adaptadas IOB Foto: Freepik

IPCA desacelera em janeiro, mas inflação segue acima da meta

O Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 11 de fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a principal medida de inflação do País, referente a janeiro de 2025.  Houve alta de 0,16% nos preços, desacelerando em relação a dezembro (0,52%). No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,56%, ultrapassando o teto da meta de 4,5%. A deflação do grupo Habitação (-3,08%), impulsionada pelo bônus da Usina de Itaipu que garantiu desconto na conta de luz no último mês, ajudou a conter o avanço do índice. Já Transportes (1,30%) e Alimentação e Bebidas (0,96%) foram os principais responsáveis pela alta, pressionados pelo reajuste de passagens e combustíveis. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê inflação de 0,21% em fevereiro e 4,70% no acumulado de 2025, sinalizando um ano de desafios no controle dos preços. Confira a análise completa foto: freepik

Senac Empresas amplia oferta de cursos e serviços gratuitos para fortalecer o setor produtivo

O ambiente virtual “Senac Empresas”, criado sob medida para atender às necessidades do setor produtivo brasileiro, foi reformulado e está ainda mais completo, com novas soluções de educação e capacitação profissional. O Senac entende e conhece bem os desafios do mundo empresarial e, por isso, ampliou a oferta gratuita de cursos e treinamentos; todos voltados para o desenvolvimento das empresas, com melhor desempenho de seus funcionários e o aperfeiçoamento da gestão corporativa. “A reformulação do Empresas é mais um capítulo importante na história do Senac, em particular para o Departamento Nacional. Oferecendo cursos gratuitos e certificados digitais, é uma plataforma acessível e flexível para atender empresas de todos os portes e segmentos. Queremos que este seja um marco no fortalecimento da nossa relação com aqueles que viabilizam, com suas contribuições e seu apoio, a nossa atuação”, afirma Marcus Fernandes, diretor-geral do Senac DN. Com a ampliação da formação EAD Senac, a ideia é estreitar o approach com os diversos setores do empresariado, especialmente com a área de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, oferecendo qualificação de ponta aos colaboradores vinculados às empresas associadas ao programa. Isso irá proporcionar uma experiência mais ágil e acessível para as empresas na hora de buscar capacitação profissional para seus funcionários. “Essa iniciativa faz parte de uma estratégia nacional de atendimento empresarial que temos adotado para estreitar cada vez mais os vínculos que unem os empresários e o Sistema Comércio. Dessa forma, esperamos contribuir com a oferta de uma formação profissional de excelência para qualificar os trabalhadores e potencializar os resultados gerados para as empresas”, conclui José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Ao acessar o Senac Empresas, as empresas terão acesso a:• Soluções educacionais gratuitas: um portfólio de cursos e materiais desenvolvidos especialmente para orientar o público empresarial.• Eventos selecionados: participação em feiras, conferências e congressos apoiados pelo Senac Brasil, com condições especiais: gratuito ou com valores diferenciados.• Materiais exclusivos: e-books, vídeos e publicações com temas relevantes para o setor empresarial.• Participação ativa: a empresa poderá contribuir na criação de produtos ou ações que visam fortalecer o setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Com a ampliação do Senac Empresas, a instituição reafirma seu compromisso com o desenvolvimento organizacional das empresas e o progresso econômico do país. Foto: Divulgação

Desenrola Pequenos Negócios: 120 mil empresas renegociaram R$ 7,5 bilhões

O Governo Federal viabilizou a renegociação de R$ 7,5 bilhões em dívidas bancárias para cerca de 120 mil microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte entre maio e dezembro de 2024, por meio do Desenrola Pequenos Negócios. Desenvolvido em conjunto pelos Ministérios da Fazenda e do Empreendedorismo, a iniciativa ofereceu descontos de até 95%, garantindo alívio financeiro e a reinserção desses negócios no mercado de crédito. A renegociação foi conduzida diretamente pelo sistema financeiro, com incentivos tributários do governo para que bancos oferecessem condições vantajosas a empresas inadimplentes. Os descontos variaram entre 20% e 95%, permitindo que milhares de negócios regularizassem seus débitos e voltassem a acessar linhas de crédito. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o impacto da medida: “Ao quitar ou renegociar dívidas, essas empresas não só recuperaram o acesso ao crédito, mas também ganharam fôlego para crescer. Só em 2024, programas de crédito para pequenos negócios injetaram R$ 39 bilhões em 600 mil empresas, fortalecendo toda a cadeia produtiva”. O Desenrola Pequenos Negócios integra o Programa Acredita, que inclui ainda o ProCred 360 — linha de crédito com taxas de juros 50% menores que as de mercado para MEIs e empresas com faturamento anual de até R$ 360mil. Para viabilizar essas concessões de crédito, o governo destinou R$ 1,5 bilhão em garantias para os bancos, utilizando recursos remanescentes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) do programa Desenrola, que renegociou dívidas de mais de 15 milhões de pessoas físicas. Com essa garantia inicial, serão disponibilizados R$ 5 bilhões em crédito, dos quais R$ 1,4 bilhão já foram emprestados para 47 mil empresas. A expectativa é que novos recursos sejam alocados para ampliar ainda mais a oferta de crédito. Crédito Além do Procred 360, os pequenos negócios podem procurar os bancos para acessar o Pronampe. No ano passado, o governo criou ainda o Pronampe Solidário Rio Grande do Sul, contribuindo para a recuperação econômica de 36 mil empresas afetadas pelas enchentes que atingiram o estado em maio. Fonte: Gov.br Ministério da Fazenda Foto: Freepik

Relatório de Transparência Salarial deve ser entregue até o dia 28

As empresas com 100 ou mais empregados têm até o dia 28 de fevereiro para preencher as informações com critérios de remuneração e ações para promover a diversidade, atendendo à Lei da Igualdade Salarial. O envio deve ser feito pelo Portal Emprega Brasil, na aba dos empregadores. Os dados vão compor o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios do Ministério do Trabalho e Emprego, que será divulgado no dia 17 de março pelo ministério. A Lei de Igualdade Salarial determina multa para as empresas que descumprirem o prazo e punições mais severas aos empregadores que pagam menos a uma mulher do que a um homem que ocupa a mesma função. As informações devem ser encaminhadas para o Portal Emprega Brasil duas vezes ao ano, sempre nos meses de fevereiro e agosto. Além de informar os critérios remuneratórios, as empresas devem detalhar as políticas de contratação de mulheres, incluindo negras, com deficiências, em situação de violência, chefes de domicílio e LGBTQIA+, políticas de promoção de mulheres a cargos de gerência e direção e iniciativas de apoio para o compartilhamento de responsabilidades familiares. Os dados mais recentes, divulgados em setembro do ano passado, revelaram que as mulheres ainda recebem 20,7% a menos do que os homens nas mais de 50 mil empresas com 100 ou mais empregados, inscritas no eSocial. Sancionada em julho de 2023, a lei determina que empresas com mais de 100 empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e apoio à capacitação de mulheres. Com a entrega do relatório, as empresas têm até o dia 31 de março para divulgar o resultado em suas plataformas digitais, conforme estabelece a lei. Fonte: Agência Brasil Imagem: Freepik

Após duas quedas seguidas, varejo cresce 2,8% em janeiro, mostra índice da Stone

Após ter registrado quedas em novembro e dezembro, as vendas do comércio varejista brasileiro voltaram a crescer em janeiro. O Índice do Varejo Stone (IVS). mostrou alta mensal de 2,8% no primeiro mês de 2025, enquanto a evolução na comparação de 12 meses foi de 1,9%. Segundo Matheus Calvelli, pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, apesar da recuperação mensal, o cenário macroeconômico neste início de ano inspira cautela. A explicação é que o crescimento do comércio varejista em janeiro pode ter sido influenciado por uma base de comparação baixa, após quedas seguidas em novembro e dezembro. “Com o desemprego em 6,2% em dezembro, o mercado de trabalho segue aquecido, embora os dados do Caged [de contratações com carteira assinada] indiquem desaceleração nos empregos formais. A inflação dos alimentos, acumulando 8,2% em 12 meses, agrava ainda mais a pressão sobre as famílias endividadas”, afirmou em nota Segundo a pesquisa da empresa de tecnologia financeira, o comércio digital, em específico, teve queda mensal de 1,6%, enquanto o comércio físico registrou alta de 1,5%. No comparativo anual, os resultados se repetiram: com queda de 1,6% e alta de 1,5%, para o comércio digital e físico, respectivamente. Segmentos Na análise mensal, todos os oito segmentos analisados mostraram alta em janeiro: Tecidos, Vestuário e Calçados (4,8%), Artigos Farmacêuticos (2,2%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (2%), Móveis e Eletrodomésticos (1,7%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,5%). Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,4%), Combustíveis e Lubrificantes e Material de Construção (1,1%). Já na comparação anual, o segmento de Combustíveis e Lubrificantes teve o melhor desempenho com alta acumulada de 9,3%, seguido pelo setor de Artigos Farmacêuticos, que registrou crescimento de 3,9%. O setor de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo teve alta anual de 2,3%, seguido pelo setor de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria que reportou crescimento de 1,5%. O segmento de Tecidos, Vestuário e Calçados registrou alta de 0,9% e o segmento de Material de Construção também teve alta de 0,8%. Entre os resultados negativos, o segmento de Móveis e Eletrodomésticos teve retração de 6,2%, seguido pelo setor de Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, que apresentou uma leve queda de 0,1% Destaques regionais No recorte regional da pesquisa, 19 estados apresentaram resultados positivos no comparativo anual, liderados por Roraima, com alta de 9,3%, seguido por Amazonas (6%), Acre (4,6%), Alagoas (4,3%), Ceará (4,1%), Amapá (3,9%), Pará (3,2%), Rio de Janeiro (2,9%), São Paulo (2,8%), Goiás e Minas Gerais (2,6%), Espírito Santo (2,2%), Tocantins e Maranhão (1,6%), Rondônia (1,5%), Pernambuco (1%), Rio Grande do Norte (0,9%), Bahia e Sergipe (0,8%). Já entre os resultados negativos, sete estados tiveram retração, com a maior queda registrada no Piauí, de 1,9%, seguido por Mato Grosso do Sul (1,4%), Rio Grande do Sul (1,1%), Santa Catarina (0,8%), Mato Grosso (0,7%), Paraíba (0,3%) e Paraná (0,2%). O Distrito Federal manteve estabilidade, sem variação (0,0%). foto: Freepik