Facilita SP: menos burocracia e mais negócios em São Paulo

aliviar a burocracia, incentivar o empreendedorismo e promover o desenvolvimento econômico. (Arte: TUTU) Com o Decreto Estadual 67.979, de 25 de setembro de 2023, o governo estadual deu um passo importante para transformar São Paulo no maior polo de liberdade econômica do Brasil. O Programa Facilita SP, regulamentado por meio desse decreto, visa simplificar e acelerar processos de abertura, legalização e licenciamento de empresas, promovendo um ambiente de negócios mais competitivo e atrativo para investimentos. O Facilita SP é alicerçado na Lei de Liberdade Econômica (Lei Federal 13.874), no Código de Defesa do Empreendedor (Lei Estadual 17.530) e na Lei Estadual 17.761, que instituiu procedimentos de licenciamento simplificado no Estado. Com uma abordagem centrada na classificação de riscos de atividades econômicas em três níveis — baixo, médio e alto —, o projeto busca aliviar a burocracia, incentivar o empreendedorismo e promover o desenvolvimento econômico de forma mais rápida e eficiente. Impactos positivos A simplificação promovida pelo Facilita SP beneficia diversos segmentos da sociedade: Etapas de implementação O programa ocorre em quatro etapas, cada uma voltada à modernização e à simplificação do ambiente de negócios: Benefícios para a economia De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Facilita SP representa um marco para o ambiente paulista de negócios. Além de simplificar processos, o programa fortalece a iniciativa privada, promovendo a geração de empregos e renda. Além disso, a classificação de riscos e a eliminação de licenças para atividades de baixo risco incentivam a criação de novas empresas, enquanto o portal integrador centraliza serviços essenciais, economizando tempo e recursos. Com a participação ativa dos municípios, o impacto positivo se estende para além das grandes cidades, alcançando também regiões menos desenvolvidas. O resultado é um Estado mais competitivo e atrativo para investimentos, consolidando a sua posição de líder em liberdade econômica no Brasil. O Facilita SP não apenas reduz a burocracia como também redefine o modo de o Estado de São Paulo conduzir as próprias relações com empreendedores e investidores. Ao oferecer soluções práticas e inovadoras, o projeto incentiva o crescimento econômico e gera novas oportunidades. Fonte: FecomercioSP Foto: Freepik
Ata do Copom indica mais duas altas de 1 ponto percentual na Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) apontou que a o aumento recente na taxa de câmbio e a inflação corrente foram fatores determinantes para a decisão do Banco Central (BC) de aumentar a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 1 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. De acordo com a ata da reunião do Copom divulgada nesta terça-feira (17), a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal do governo federal tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política “ainda mais contracionista”.“A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio”, diz a ata. “Nota-se que tanto o prêmio de inflação extraído dos instrumentos financeiros quanto as expectativas de inflação se elevaram no período, tornando o cenário de inflação mais adverso e requerendo uma política monetária mais contracionista”, defendeu o Comitê. As reações negativas do mercado financeiro ao pacote de corte de gastos e do aumento do limite de isenção do Imposto de Renda, anunciados pelo governo no dia 28 do mês passado, fez com que o dólar saltasse, ultrapassando o patamar dos R$ 6 pela primeira vez na história. Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2024, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar novos aumentos de 1 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões, em janeiro e março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões. A magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, disse o Copom. A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,84% para 4,89% este ano, segundo o mais recente Boletim Focus, divulgado ontem (15). Para 2025, a projeção da inflação também subiu de 4,59% para 4,6%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 4% e 3,66%, respectivamente. A ata destacou que os preços de alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi. Para os integrantes do comitê, esse aumento tende a se propagar para o médio prazo. Com relação aos bens industrializados, o movimento recente do câmbio pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses. Segundo o Copom, a magnitude da deterioração de curto e médio prazo do cenário de inflação “exigia uma postura mais tempestiva” para manter o compromisso de convergência da inflação à meta. Pleno empregoAlém disso, o BC voltou a apontar o dinamismo da economia e o fomento do pleno emprego como fatores que devem ser enfrentados para o desempenho da “estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. A atividade econômica, de acordo com o BC, tem surpreendido e apresentado notável resiliência.“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão [de aumento da Selic] também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz a ata.O comitê apontou ainda que a atividade dos mercados de crédito e, principalmente, de capitais também têm surpreendido ao longo do ano, com crescimento de volume acima do que era esperado, apesar de taxas de juros elevadas. Para o Copom, um ambiente de alta de juros, com nível de inadimplência e comprometimento de renda elevados, “requer cautela e diligência adicionais na concessão de crédito”. Na ata, o Copom voltou a defender uma política monetária e fiscal contracíclica, com menos incentivo para a atividade econômica, com o argumento de que contribui para assegurar a estabilidade de preços e também cobrou novamente ajuste dos gastos públicos. “O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, diz a ata. Ambiente externoNa avaliação do Copom, o ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação da atividade econômica e, consequentemente, sobre a postura do banco central daquele país, o Fed. “Em paralelo, a possibilidade de mudanças na condução da política econômica também traz adicional incerteza ao cenário, particularmente com possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho e introdução de tarifas à importação. O cenário-base do Comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana” diz a ata. “Como usual, o Comitê focará nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica inflacionária interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo. Reforçou-se, ademais, que um cenário de maior incerteza global e de movimentos cambiais mais abruptos exige maior cautela na condução da política monetária doméstica”, prossegue o Copom. HistóricoEssa foi a terceira alta seguida da Selic. A taxa retornou ao nível de dezembro do ano passado, quando estava em 12,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, de agosto do ano passado até maio deste ano.Nas reuniões, de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em
DCTF será extinta em 2025: quais os impactos para as empresas?

A partir de janeiro de 2025, o sistema tributário brasileiro passará por uma mudança significativa com a substituição da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) pela DCTFWeb. Esta transição, em tese, visa modernizar o cumprimento das obrigações fiscais, tornando os processos mais automatizados, seguros e eficientes. Porém, assim como toda mudança legislativa, as empresas devem recorrer ao auxílio de profissionais qualificados que as ajudem neste compliance, evitando descumprimentos que gerem multas e demais penalidades legais. Já utilizada para consolidar os tributos fazendários e previdenciários declarados no EFD-REINF e eSOCIAL, a DCTFWeb, estabelecida pela Instrução Normativa RFB nº 2237/2024, será expandida para abranger tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), contribuições e demais débitos. Seu Módulo Integrado de Tributos (MIT) facilitará a inclusão desses novos débitos, proporcionando mais segurança e confiabilidade na declaração. Dentre suas mudanças previstas, está o prazo de entrega, unificado para o dia 25 do mês subsequente ao fato gerador, com a possibilidade de emissão do DARF antes da transmissão da DCTFWeb. Isso oferecerá maior flexibilidade no pagamento dos tributos, além de uma maior praticidade e eficiência na entrega desta obrigação, uma vez que unificará uma maior gama de tributos a serem prestados aos órgãos fiscalizadores. Toda transição, contudo, traz consigo seus desafios ao mercado, e exigirá das empresas que ajustem seus processos internos e capacitem suas equipes para atender às novas exigências. Afinal, a integração das plataformas digitais da Receita Federal demandará maior organização e consistência nas informações fiscais, além de aumentar a rastreabilidade dos dados. Para ajudá-las nisso, a RF está planejando a organização de eventos que orientem os contribuintes e profissionais envolvidos a conduzirem essa adaptação com máxima assertividade, facilitando o cumprimento dessa importante obrigação acessória. No entanto, é importante destacar que as empresas também devem fazer sua parte nesse sentido, se preparando, com antecedência, para que tenham uma melhor posição a fim de cumprir com essas novas exigências com eficiência e segurança. Ao invés de encararem essa novidade como mais um trabalho burocrático a ser feito logo no começo do ano, a chegada da DCTFWeb pode ser encarada como uma oportunidade de as empresas modernizarem sua gestão tributária e se tornarem mais competitivas no segmento atuado. Até porque, esta mudança trará grandes chances de colocar o Brasil à frente das práticas internacionais de gestão fiscal, promovendo maior transparência, eficiência e inovação no cumprimento das obrigações tributárias. Por isso, este é o momento ideal para revisar as práticas corporativas, organizar rotinas internas e aproveitar os benefícios de um sistema fiscal mais moderno e confiável para aperfeiçoar a gestão tributária empresarial – tornando a marca mais competitiva em seu segmento. Com a publicação da Instrução Normativa, a Receita Federal reforça seu compromisso em fornecer suporte e orientações para a adaptação dos contribuintes. A transição para a DCTFWeb representa um marco importante, oferecendo uma oportunidade única de transformação para as empresas brasileiras. E, aquelas que recorrerem ao apoio de uma consultoria especializada no tema, terão ainda mais segurança em se adaptar às novas regras e, com isso, usufruir de um mecanismo bem mais robusto para seu sistema tributário. Fonte: Jornal Contábil Foto: Freepik
Quase metade dos brasileiros pretendem comprar presentes no Natal

De acordo com pesquisa de intenção de compra no Natal, realizada pela PiniOn a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), 46,6% dos entrevistados, em nível nacional (1.708), pretendem fazer compras nesta data, enquanto 31,9% não têm intenção de presentear, e 21,5% ainda estão indecisos. Em relação ao ano passado, observa-se aumento daqueles que manifestaram intenção de compra e redução da porcentagem de entrevistados que não se manifestaram dispostos a comprar. Por sua vez, 80,7% dos consultados declararam que não anteciparam as compras durante a Black Friday, o que sugere que não houve “canibalização” destas, aumentando a perspectiva de expansão das vendas do varejo em dezembro. Do grupo de entrevistados que planejam realizar compras no período, 35,2% pretendem gastar mais do que em 2023, enquanto 44,5% desejam o contrário. Em termos do nível de gasto, a maioria (65,9%) pretende gastar entre R$ 50 e R$ 600. Na comparação com o ano passado, nota-se aumento daqueles que pretendem gastar mais, assim como também do valor médio de gasto pretendido. A melhora dos resultados em relação à pesquisa do ano passado poderia ser explicada pelo aumento da renda e do emprego e pelo maior acesso ao crédito, apesar dos juros elevados. A pesquisa também apontou que a maioria das compras seria realizada em grandes redes do varejo (44,7%), e de forma presencial (58,9%), como é costume no Natal. Daqueles que manifestaram intenção de comprar, 43,7% disseram que utilizariam a segunda parcela do 13º para presentear, enquanto 41,4% não estão dispostos a usá-la como forma de financiamento. Cmo é habitual nesta data, roupas, calçados e acessórios (42,4%) continuam sendo os principais itens da lista, e, que somados a outros de uso pessoal, tais como joias, bijuterias e perfumes, perfazem 77,6% das intenções de compra. Outros itens também tipicamente demandados, tais como boneca, outros brinquedos, decoração e enfeites, árvore e cartão de natal e alimentos para a ceia natalina também aparecem, em conjunto, com destaque (77,3%). Por sua vez, celular, computador, notebook e tablet e eletrodomésticos (televisor, micro-ondas, fogão, geladeira e máquina de lavar) apresentaram intenções de compra mais altas do que em 2023 (5,4% e 17,0%, respectivamente). Os juros altos poderiam explicar a menor disposição geral a financiar as compras com crédito, tal como também pode ser visualizado na Tabela 1. O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, acredita que “as perspectivas para as vendas de Natal em todo o País são, em geral, mais favoráveis do que no ano anterior, devido ao aumento da renda, à melhoria do emprego e à expansão do crédito”, completa Ruiz de Gamboa. Fonte: ACSPFoto: Freepik
CNC estima injeção de R$ 125,6 bilhões na economia com o 13º salário

A economia brasileira deverá receber uma injeção de R$ 125,6 bilhões com o pagamento da segunda parcela do 13º salário. A estimativa, da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é 4,8% superior aos R$ 119,8 bilhões pagos no ano passado. De acordo com a pesquisa da CNC, que analisou a intenção de consumo dos brasileiros, a maior parte desse total, R$ 44,1 bilhões ou 35%, deverá ser gasta com compras de fim de ano, ou seja, com o consumo de bens. Entre os setores que serão mais beneficiados com as intenções de compra dos consumidores aparecem vestuário e calçados (80%), livrarias e papelarias (50%) e lojas de utilidades domésticas (33%). Um montante semelhante, de R$ 42,5 bilhões ou 34% do total, deverá ser direcionado à quitação ou abatimento de dívidas. O restante será gasto com o consumo de serviços (R$ 24 bilhões) e com a poupança (R$ 15 bilhões). Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, houve um aumento do nível de ocupação no mercado de trabalho e ligeira queda do grau de comprometimento da renda média da população nos últimos 12 meses, de 30,1% há um ano, para 29,9% atualmente. De acordo com a legislação, a primeira parcela do benefício deve ter sido paga até o dia 30 de novembro. Segundo um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o pagamento poderá injetar cerca de R$ 250 bilhões na economia brasileira, com aproximadamente 85,5 milhões de brasileiros beneficiados entre trabalhadores CLT, beneficiários da Previdência Social, aposentados e pensionistas. Regras do 13º salário Conhecido como gratificação natalina, o 13º salário é pago a todo trabalhador contratado sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que tenha atuado por pelo menos 15 dias ao longo do ano e não tenha sido demitido por justa causa tem direito à gratificação. O benefício é pago em duas parcelas: a primeira deve ser feita até o último dia útil do mês de novembro. Já a segunda deve ser depositada até o dia 20 de novembro. Fonte: Agência BrasilFoto: Pixabay
Reforma Tributária: empresas do Simples poderão optar pelo regime regular duas vezes ao ano

Um dos temas centrais de atuação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) no Congresso Nacional, o Simples Nacional, não sofreu alterações significativas no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, aprovado pelo Senado Federal na última quinta-feira (12). O PL, relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB/AM) e referendado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (11). A única mudança contemplada no relatório (Emenda 1578), defendida pela Entidade, foi a permissão para optar pelo regime regular duas vezes ao ano, em janeiro e julho — anteriormente era permitido apenas uma vez por ano. No entanto, pontos relevantes, como a transferência integral de crédito da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o aproveitamento de desonerações ou regimes monofásicos — objetos de diversas emendas — foram rejeitados pelo relator. Isso faz com que o projeto continue a causar perda de competitividade para contribuintes que operam no meio da cadeia produtiva, pois o crédito transferido será limitado ao tributo efetivamente pago no regime único, valor inferior à alíquota de referência. A reforma coloca os pequenos empresários diante de um dilema: permanecer integralmente no Simples Nacional e transferir créditos menores que os concorrentes fora do regime, perdendo competitividade; ou adotar um regime híbrido, recolhendo separadamente o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a CBS, o que resultaria em custos tributários mais elevados e maior complexidade no cumprimento de obrigações fiscais, tornando a operação inviável para a maioria dos pequenos negócios. Apesar das mais de 2.000 emendas apresentadas no Senado Federal, com o objetivo de ajustar o texto do projeto, mantem-se uma das principais preocupações dos contribuintes, que é a ausência de previsibilidade, já que não há definição efetiva da alíquota padrão, o que deixa os empresários cada vez mais apreensivos com a majoração da carga tributária, principalmente aqueles não contemplados por tributação diferenciada e do setor de serviços. Creditamento de despesas Entre os avanços do texto aprovado pelo Senado, destaca-se a regra da não cumulatividade, especialmente a definição de bens e serviços para uso e consumo pessoal, que não geram crédito. Foi inserido um dispositivo que permite o creditamento de despesas com bolsas de estudo concedidas a empregados, desde que previstas em acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além de serviços de creche disponibilizados no local de trabalho. A inclusão dessas despesas educacionais e a ampliação da previsão para acordos coletivos — antes limitados a convenções coletivas — são medidas positivas que atendem ao princípio da neutralidade tributária. Ainda assim, a FecomercioSP defende a inclusão de despesas com deslocamento de empregados no rol de itens creditáveis. Com relação às alterações nos regimes diferenciados, destacam-se alguns aspectos positivos: • A abrangência de representantes comerciais na lista de serviços profissionais com redução de 30% das alíquotas do IBS/CBS; • A inclusão de fraldas na lista de produtos de higiene pessoal com redução de 60% das alíquotas; • Apesar da exclusão do óleo de milho da Cesta Básica Nacional de Alimentos — que previa uma redução de 100% da alíquota e agora será limitada a 60% —, foram mantidos os demais itens, como proteína animal (carne bovina, suína, aves, peixes). Essa manutenção, defendida pela Federação durante a tramitação na Câmara dos Deputados, é fundamental para garantir o acesso da população a uma alimentação nutricionalmente adequada, em conformidade com o que estabelece o texto constitucional. Limite de alíquota Em relação à trava de alíquotas, embora tenha havido ajustes no texto — substituindo “encaminhará” por “deverá encaminhar” para reforçar a necessidade de limitar o porcentual do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) a 26,5% —, a FecomercioSP considera que a medida ainda não é suficiente para atingir o objetivo. O texto não prevê sanções em caso de descumprimento e permite a revisão de benefícios, o que gera incertezas. Por isso, a Federação reforça que o ideal seria o Governo rever seus gastos, já que a capacidade tributária dos contribuintes atingiu o limite. A definição das alíquotas dos novos tributos é uma das principais preocupações dos empresários, especialmente no setor de serviços, que deverá ser o mais impactado pela reforma tributária. A possibilidade de um aumento expressivo na carga tributária para este segmento tem gerado grande apreensão, considerando que, sendo um setor intensivo em mão de obra, muitas empresas podem enfrentar dificuldades para repassar integralmente os custos adicionais aos seus clientes, comprometendo suas operações. Substituição tributária Um dos pontos sensíveis para o comércio, que não foi objeto de debate, foi incluir a possibilidade de o Comitê Gestor do IBS e a RFB estabelecerem a Substituição Tributária (ST) do IBS/CBS nas operações com bebidas alcoólicas, águas minerais e refrigerantes; cigarros e outros derivados do fumo. Para a FecomercioSP é uma incongruência manter o regime de ST e o split payment, além de ser contrário ao discurso de simplificação do sistema tributário, já que a adoção da ST traz complexidade ao contribuinte, pois é preciso segregar a receita, já que não há apropriação de crédito. Além disso, o texto não regula pontos polêmicos, como restituição ou complementação, quando a preço final presumido for superior ou inferior ao efetivamente praticado, causando insegurança jurídica. Transição e alíquota-teste Outro ponto relevante, é que ficou previsto na proposta que o regime de transição entre sistemas começará gradualmente em 2026, sem o recolhimento dos novos tributos. A ideia é que sejam realizadas as obrigações acessórias (emissão das notas fiscais) indicando uma alíquota-teste da CBS e do IBS, mas sem a cobrança da obrigação tributária, para que os contribuintes possam se adaptar ao formato do split payment. Além disso, o texto traz novos itens à lista que contém alíquotas diferenciadas com redução de 60%, tais como: • Água mineral; • Biscoitos e bolachas, sem recheio ou cobertura e que não tenham manteiga ou cacau; • Castanhas do Pará e de Caju; • Serviços de gravações de vídeo; • Serviços de artistas como fotografias, esculturas e gravuras; • Atividades de condicionamento físico; • Serviços funerários; • Serviços de home care,
Programa Loja do Futuro já contempla mais de 3,2 mil varejistas no Estado de São Paulo

Uma iniciativa do Sebrae-SP em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) está mudando a realidade de micro e pequenas empresas do varejo paulista. As duas entidades estão levando aos comerciantes de várias cidades do Estado o programa Loja do Futuro, que visa fortalecer a gestão dos negócios e promover a digitalização, a inovação e o melhor acesso a mercados consumidores. De março a outubro deste ano, o projeto envolveu a participação de um total de mais de 3,2 mil empresas em cerca de 80 eventos de lançamento do programa, realizados em parceria com os Sindicatos do Comércio Varejista locais. Desse total, mais de 1,8 mil empresas aderiram ao Loja do Futuro, com a previsão de obter um aumento médio de 12,2% no faturamento. O programa O programa, inspirado nas tendências e tecnologias exibidas nas últimas edições das feiras internacionais NRF, de Nova York, e Euroshop, em Düsseldorf, na Alemanha, busca preparar os varejistas para os desafios e oportunidades do mercado atual. A iniciativa tem como foco a integração entre os canais físicos e digitais, promovendo uma gestão mais eficiente e a implementação de ferramentas que otimizem processos e aumentem a competitividade no mercado. A implantação do Loja do Futuro acontece em quatro etapas. A primeira é o evento de lançamento, quando o empresário tem a oportunidade de assistir à palestra O Impacto da Inteligência Artificial na Gestão e no Varejo, que mostra como essas tecnologias podem transformar o setor e melhorar a experiência do cliente. Após a adesão ao programa, os comerciantes têm acesso às demais fases, que incluem capacitações coletivas, consultorias e oficinas que explicam a importância da loja física para o momento atual do varejo, além de cuidados no uso de IA, diagnóstico de maturidade digital e soluções personalizadas para o setor, entre outras atividades. O programa abre novas oportunidades para os empresários participarem de diversos projetos e canais disponibilizados pelo Sebrae-SP, como o acesso à Vitrine Loja do Futuro, que conta com material digital de apoio para o mundo virtual. Foto: Divulgação/FecomercioSP
Os desafios da gestão em pequenas empresas no contexto de 2025

O final de ano é um período em que há muitas reflexões sobre os objetivos e as metas, o que fizemos e resultados. O que aprendemos ao longo deste ano? Além disso, o pensamento sobre o próximo ano. Onde erramos? Onde acertamos? O que a empresa precisa ajustar para alcançar os resultados esperados? Quais são as oportunidades que poderão ser aproveitadas? Quais são os principais desafios? Você consegue responder de maneira fundamentada a estas questões? É importante que continuamente você amplie os conhecimentos sobre tendências de mercados e práticas de gestão. Você pode facilmente consultar pesquisas, relatórios, matérias publicadas por diferentes organizações. O Sebrae oferece muitas contribuições. Sobre tendências de mercado para 2025, um exemplo é o relatório da empresa Euromonitor. Alguns destaques: – Qualidade, funcionalidade, conveniência e preço são os principais fatores que influenciam as decisões de compra em todas as tendências; – Hábitos para aliviar a tensão financeira se tornaram incorporados ao consumo; – Produtos apoiados pela ciência e soluções direcionadas continuam a ganhar força; – Em uma realidade moldada pelo custo de vida, atributos verdes e expectativas de bem-estar, essas tendências estão no centro do comportamento dos consumidores em todo o mundo; – Os clientes sentem que são inundados com notificações e cercados por infinitas opções; eles querem gastar menos tempo procurando o que precisam. Estas tendências e outras específicas de cada setor você também pode buscar em Associações de Classe Empresarial, por exemplo, a Associação Comercial de São Paulo. Se a sua empresa fornece produtos/serviços para outras empresas, você também deve conhecer essas tendências em relação aos consumidores, pois de alguma forma afetam a sua empresa, além de você poder vislumbrar oportunidades de mercado ao desenvolver soluções para outras empresas que atuam diretamente com os consumidores (e como proporcionar melhores experiências a estes). Sobre ferramentas de gestão, é importante você avaliar quais têm sido adotadas na sua empresa, quais estão planejadas e as que ainda não são consideradas. A empresa Bain apresenta todos os anos um estudo sobre a adoção dessas ferramentas divididas nos seguintes grupos: Digitalização e Inovação; Pessoas e Organização; Operações; Estratégias e Finanças; Sustentabilidade. Na pesquisa de 2024, foram destacadas as seguintes práticas: o planejamento estratégico, o estabelecimento de competências-chave, marketing de relacionamento, terceirização, programas de engajamento, gestão de mudanças, benchmarking, gestão da cadeia de abastecimento, balanced scorecard, estabelecimento de missão e visão. É claro que o uso da inteligência artificial (IA) deve ser um tema central para os profissionais e empresas. Procure estabelecer um cronograma para a implementação de práticas, os impactos possíveis e o que é necessário. É importante avançar! Fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik
SincoElétrico assina mais duas CCTs

O SincoElétrico assinou mais duas Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs). Uma delas junto ao Sindicato dos Empregados em Empresas Distribuidoras de Gêneros Alimentícios, Remédios, Jornais e Revistas, de Gás (GLP), Materiais para Escritório, Peças e Acessórios para Veículos, Material de Construção, Empresas de Sucatas e de Materiais para Reciclagem, Locadoras e Prestadoras de Serviço com Veículo do Estado de São Paulo (SEEDESP). A outra CCT foi assinada junto ao Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (SINTETEL SP). Ambas estão disponíveis para consulta e download. SEEDESP – clique aqui. SINTETEL-SP – clique aqui. Em caso de dúvidas, entrar em contato com o SincoElétrico através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou por telefone: (11) 3333 8377. Foto: Freepik
Sintetel assina termo de adesão à CCT 24-25

O SincoElétrico firmou o termo de adesão à Convenção Coletiva de Trabalho (2024-2025) junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel-SP). O documento pode ser consultado, ou baixado, no site do SincoElétrico. Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou telefone: (11) 3333 8377. Foto: Freepik