Programa Loja do Futuro já contempla mais de 3,2 mil varejistas no Estado de São Paulo

Uma iniciativa do Sebrae-SP em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) está mudando a realidade de micro e pequenas empresas do varejo paulista. As duas entidades estão levando aos comerciantes de várias cidades do Estado o programa Loja do Futuro, que visa fortalecer a gestão dos negócios e promover a digitalização, a inovação e o melhor acesso a mercados consumidores. De março a outubro deste ano, o projeto envolveu a participação de um total de mais de 3,2 mil empresas em cerca de 80 eventos de lançamento do programa, realizados em parceria com os Sindicatos do Comércio Varejista locais. Desse total, mais de 1,8 mil empresas aderiram ao Loja do Futuro, com a previsão de obter um aumento médio de 12,2% no faturamento. O programa O programa, inspirado nas tendências e tecnologias exibidas nas últimas edições das feiras internacionais NRF, de Nova York, e Euroshop, em Düsseldorf, na Alemanha, busca preparar os varejistas para os desafios e oportunidades do mercado atual. A iniciativa tem como foco a integração entre os canais físicos e digitais, promovendo uma gestão mais eficiente e a implementação de ferramentas que otimizem processos e aumentem a competitividade no mercado. A implantação do Loja do Futuro acontece em quatro etapas. A primeira é o evento de lançamento, quando o empresário tem a oportunidade de assistir à palestra O Impacto da Inteligência Artificial na Gestão e no Varejo, que mostra como essas tecnologias podem transformar o setor e melhorar a experiência do cliente. Após a adesão ao programa, os comerciantes têm acesso às demais fases, que incluem capacitações coletivas, consultorias e oficinas que explicam a importância da loja física para o momento atual do varejo, além de cuidados no uso de IA, diagnóstico de maturidade digital e soluções personalizadas para o setor, entre outras atividades. O programa abre novas oportunidades para os empresários participarem de diversos projetos e canais disponibilizados pelo Sebrae-SP, como o acesso à Vitrine Loja do Futuro, que conta com material digital de apoio para o mundo virtual. Foto: Divulgação/FecomercioSP
Os desafios da gestão em pequenas empresas no contexto de 2025

O final de ano é um período em que há muitas reflexões sobre os objetivos e as metas, o que fizemos e resultados. O que aprendemos ao longo deste ano? Além disso, o pensamento sobre o próximo ano. Onde erramos? Onde acertamos? O que a empresa precisa ajustar para alcançar os resultados esperados? Quais são as oportunidades que poderão ser aproveitadas? Quais são os principais desafios? Você consegue responder de maneira fundamentada a estas questões? É importante que continuamente você amplie os conhecimentos sobre tendências de mercados e práticas de gestão. Você pode facilmente consultar pesquisas, relatórios, matérias publicadas por diferentes organizações. O Sebrae oferece muitas contribuições. Sobre tendências de mercado para 2025, um exemplo é o relatório da empresa Euromonitor. Alguns destaques: – Qualidade, funcionalidade, conveniência e preço são os principais fatores que influenciam as decisões de compra em todas as tendências; – Hábitos para aliviar a tensão financeira se tornaram incorporados ao consumo; – Produtos apoiados pela ciência e soluções direcionadas continuam a ganhar força; – Em uma realidade moldada pelo custo de vida, atributos verdes e expectativas de bem-estar, essas tendências estão no centro do comportamento dos consumidores em todo o mundo; – Os clientes sentem que são inundados com notificações e cercados por infinitas opções; eles querem gastar menos tempo procurando o que precisam. Estas tendências e outras específicas de cada setor você também pode buscar em Associações de Classe Empresarial, por exemplo, a Associação Comercial de São Paulo. Se a sua empresa fornece produtos/serviços para outras empresas, você também deve conhecer essas tendências em relação aos consumidores, pois de alguma forma afetam a sua empresa, além de você poder vislumbrar oportunidades de mercado ao desenvolver soluções para outras empresas que atuam diretamente com os consumidores (e como proporcionar melhores experiências a estes). Sobre ferramentas de gestão, é importante você avaliar quais têm sido adotadas na sua empresa, quais estão planejadas e as que ainda não são consideradas. A empresa Bain apresenta todos os anos um estudo sobre a adoção dessas ferramentas divididas nos seguintes grupos: Digitalização e Inovação; Pessoas e Organização; Operações; Estratégias e Finanças; Sustentabilidade. Na pesquisa de 2024, foram destacadas as seguintes práticas: o planejamento estratégico, o estabelecimento de competências-chave, marketing de relacionamento, terceirização, programas de engajamento, gestão de mudanças, benchmarking, gestão da cadeia de abastecimento, balanced scorecard, estabelecimento de missão e visão. É claro que o uso da inteligência artificial (IA) deve ser um tema central para os profissionais e empresas. Procure estabelecer um cronograma para a implementação de práticas, os impactos possíveis e o que é necessário. É importante avançar! Fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik
SincoElétrico assina mais duas CCTs

O SincoElétrico assinou mais duas Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs). Uma delas junto ao Sindicato dos Empregados em Empresas Distribuidoras de Gêneros Alimentícios, Remédios, Jornais e Revistas, de Gás (GLP), Materiais para Escritório, Peças e Acessórios para Veículos, Material de Construção, Empresas de Sucatas e de Materiais para Reciclagem, Locadoras e Prestadoras de Serviço com Veículo do Estado de São Paulo (SEEDESP). A outra CCT foi assinada junto ao Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (SINTETEL SP). Ambas estão disponíveis para consulta e download. SEEDESP – clique aqui. SINTETEL-SP – clique aqui. Em caso de dúvidas, entrar em contato com o SincoElétrico através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou por telefone: (11) 3333 8377. Foto: Freepik
Sintetel assina termo de adesão à CCT 24-25

O SincoElétrico firmou o termo de adesão à Convenção Coletiva de Trabalho (2024-2025) junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel-SP). O documento pode ser consultado, ou baixado, no site do SincoElétrico. Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou telefone: (11) 3333 8377. Foto: Freepik
CCT Sindirod é assinada

O SincoElétrico disponibiliza para consulta ou download a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada junto ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Ônibus Rodoviários Internacionais, Interestaduais, Intermunicipais e setor diferenciado de São Paulo, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba (Sindirod). Em caso de dúvidas, entrar em contato com o SincoElétrico através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou por telefone: (11) 3333 8377. Foto: Freepik
ESocial: atualizações do novo leiaute impactam folha de pagamento e declarações fiscais

A nova versão do leiaute 1.3 do eSocial, que passa a vigorar a partir do ano-calendário de 2025, introduziu alterações significativas nas áreas fiscal, tributária e de gestão de folha de pagamento. Entre as principais mudanças, destaca-se a substituição da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) por novas obrigações declaratórias no sistema eSocial. Além disso, foram implementadas alterações na base de cálculo do PIS/PASEP e no registro de horas trabalhadas por empregados sob regime de contrato intermitente. Substituição da DIRF no leiaute 1.3 do eSocial O processo de substituição da DIRF, que já havia sido iniciado em versões anteriores do eSocial, foi ampliado com a versão 1.3. Para atender às novas exigências, os empregadores deverão preencher campos específicos no sistema, abrangendo: Essas informações visam unificar a declaração e facilitar o cruzamento de dados fiscais e trabalhistas pelas autoridades competentes. Alterações na base de cálculo do PIS/PASEP Outra novidade do leiaute 1.3 está relacionada à separação das bases de cálculo para o PIS/PASEP e para a Previdência Social na folha de pagamento. Agora, as empresas deverão detalhar no sistema quais valores compõem ou não a base do PIS/PASEP, conhecido como “PIS sobre folha de pagamento”. Essa mudança aplica-se exclusivamente às empresas que são contribuintes dessa contribuição social e exige a atualização do cadastro da empresa no evento S-1000 do eSocial. Nesse evento, será necessário informar o indicador de tributação relativo ao PIS/PASEP sobre folha. A medida busca aprimorar a precisão das informações fiscais e garantir maior transparência no cálculo das contribuições. Novos requisitos para contratos de trabalho intermitente Os trabalhadores com contrato intermitente também foram impactados pelas mudanças do leiaute 1.3. A partir de agora, os empregadores deverão informar a quantidade de horas trabalhadas por dia, além dos dias efetivamente trabalhados, como já era exigido anteriormente. Essa nova obrigação será obrigatória em casos onde o evento S-1000 – Informações do Empregador – indicar a classificação tributária 22, que corresponde a segurados especiais, inclusive empregados domésticos. A inclusão dessa exigência reforça o controle sobre a jornada de trabalho e os direitos trabalhistas dessa categoria. Impactos das alterações e preparativos necessários Empresas de todos os portes devem se adequar às novas regras do eSocial para garantir o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas dentro dos prazos estabelecidos. O treinamento das equipes de recursos humanos e a revisão dos sistemas de gestão são passos fundamentais para evitar inconsistências no preenchimento dos novos campos exigidos pelo leiaute 1.3. As alterações, embora complexas, fazem parte do processo contínuo de modernização e integração dos sistemas de declaração de obrigações acessórias no Brasil, buscando simplificar o envio de informações para empregadores e trabalhadores. Fonte: Jornal Contábeis Foto: Freepik
Endividamento sobe para 77%, mas com mudança no comportamento financeiro das famílias

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de novembro, realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta mudanças nas modalidades de crédito e comportamento financeiro das famílias. O endividamento subiu levemente em novembro de 2024, atingindo 77% do total, comparado a 76,6% no mesmo período de 2023. Essa alta reflete o maior uso do crédito para compras de fim de ano, mas também aponta uma gestão mais cautelosa do orçamento. O percentual de consumidores que se consideram “muito endividados” caiu para 15,2%, o menor nível desde novembro de 2021. Por outro lado, a inadimplência segue em alta, com 29,4% das famílias reportando dívidas em atraso – o maior patamar desde outubro de 2023. O número de consumidores que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas aumentou para 12,9% (em outubro, esse percentual era de 12,6% e, em novembro do ano passado, 12,5%). “O aumento sazonal do crédito é esperado nesta época do ano, mas o perfil mais equilibrado das dívidas indica uso mais consciente, com menor impacto na renda mensal”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Ele destaca a importância de prazos mais longos no planejamento financeiro familiar. Projeções para dezembro mostram estabilidade na inadimplência A CNC projeta que o endividamento continuará crescendo em dezembro, impulsionado pelas compras de Natal. Entretanto, a inadimplência deve permanecer estável, dado o ajuste das famílias ao cenário de juros altos. “A recuperação do consumo depende de uma gestão responsável do crédito. Apesar de um leve aumento do endividamento, o impacto na renda mensal tem diminuído, refletindo o esforço das famílias em manter suas contas equilibradas mesmo diante de adversidades econômicas”, avalia Fabio Bentes, economista-chefe da CNC em exercício. Famílias de menor renda enfrentam mais dificuldades Entre as famílias de menor renda (0 a 3 salários mínimos), o endividamento aumentou para 81,1%, o maior índice entre todas as faixas. Essas famílias também registraram o maior percentual de inadimplência, com 37,5% relatando dívidas em atraso, e 18,5% afirmando não ter condições de quitar os débitos. Por outro lado, famílias com renda acima de 10 salários mínimos reduziram seu endividamento para 66,7%, com 14,6% reportando dívidas em atraso e apenas 5% afirmando não ter condições de pagá-las. Esse comportamento reflete maior capacidade de planejamento financeiro e menor dependência de crédito. Menor comprometimento da renda e prazos mais longos ajudam na estabilidade O comprometimento médio da renda com dívidas foi de 29,8% em novembro, uma leve queda em relação a outubro. Além disso, o percentual de consumidores com mais da metade da renda comprometida caiu para 20,3%, o menor índice desde agosto de 2024. Os prazos mais longos para quitação de dívidas também avançaram, atingindo 35,9% das famílias endividadas, o maior nível desde dezembro de 2021. Essa mudança tem ajudado a reduzir o tempo de atraso das contas, com queda do percentual de inadimplentes há mais de 90 dias para 49,6%. Cartão mantém liderança, mas crédito pessoal ganha destaque O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida, presente em 83,8% das famílias endividadas, embora tenha registrado queda de 3,9 pontos percentuais em relação a novembro de 2023. Já o crédito pessoal manteve-se em destaque, com crescimento de 2,5 pontos percentuais na comparação anual. Apesar de uma leve redução mensal (de 12% em outubro para 11,7% em novembro), ele é favorecido pelas menores taxas de juros entre as modalidades. Carnês, embora ainda relevantes, perderam participação em relação ao ano anterior. Acesse aqui a análise, a série histórica e o vídeo do economista-chefe Foto: Freepik
MEIs têm até 31 de janeiro para evitar exclusão do Simples Nacional

Os microempreendedores individuais (MEIs), as micro empresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs), têm até 31 de janeiro para regularizar dívidas com a Receita Federal e evitar a exclusão do Simples Nacional, regime que oferece menor carga tributária e burocracia simplificada. O prazo seria encerrado neste ano (em 31 de dezembro), porém, o Governo Federal anunciou mais 30 dias limite. Desde setembro, mais de 1,1 milhão de empreendedores foram notificados sobre débitos. Quem não quitar as pendências será desligado do programa em 2025. A exclusão implica perda de benefícios fiscais, dificuldades para emitir notas fiscais e manter contratos, além do possível cancelamento de alvarás de funcionamento. Também há impacto previdenciário: benefícios como aposentadoria e auxílio-doença podem ser suspensos, já que dependem de contribuições regulares ao INSS. Cassius Leal, fundador e CEO da Advys Contabilidade, alerta para a necessidade de acompanhar a situação fiscal pelo Portal do Simples Nacional. “É importante verificar os débitos e emitir as guias DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Além disso, quem não entregou a Declaração Anual (DASN-SIMEI) precisa resolver isso para evitar mais problemas”, afirma Leal. Para quem não puder pagar a dívida de uma vez, há a opção de parcelamento. Mesmo após o desligamento, o empreendedor ainda pode recorrer. O prazo para contestar a exclusão é de 30 dias, mas o retorno ao Simples só poderá ser solicitado em 2025, após a quitação das pendências. O número de MEIs cresceu 11,4% em 2022, segundo o IBGE, somando 14,6 milhões de empreendedores no país. Para Leal, o aumento evidencia a importância de um planejamento contábil rigoroso. “Sem organização fiscal, os riscos de inadimplência aumentam. Regularizar os débitos agora é essencial para manter os benefícios e garantir a continuidade dos negócios”, conclui. foto: Freepik
Economia cresce 0,9% no terceiro trimestre de 2024, diz IBGE

A economia cresceu 0,9% na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, empurrada pela indústria e pelo setor de serviços, na 13ª expansão consecutiva. Em relação ao terceiro trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentou alta de 4%. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento da economia do país soma 3,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chega a R$ 3 trilhões de reais. Em um recorte setorial, os serviços e a indústria cresceram 0,9% e 0,6% respectivamente, na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 0,9%. Com os resultados divulgados, o PIB e o setor de serviços renovam patamares recordes. Por outro lado, a indústria se encontra 4,7% abaixo do pico, alcançado no 3º trimestre de 2013. A alta de 0,9% no trimestre ficou abaixo do crescimento de 1,4% apurado na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2024. Emprego e renda A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, atribui o resultado positivo do trimestre a fatores relacionados a emprego e renda. “A gente continua com vários efeitos positivos, como o mercado de trabalho, a inflação está acima da meta, mas não está em níveis altíssimos, e o governo continua com a política de transferência de renda”, enumera, lembrando que a taxa de desocupação atingiu patamares mínimos historicamente. Palis pondera que a desaceleração frente o crescimento apurado no segundo trimestre (1,4% para 0,9%) não é ainda impacto do aumento, em setembro, da taxa básica de juros, por parte do Comitê de Política Monetária (Copom), passando de 10,5% para 10,75% ao ano. “Demora um tempo para ter um efeito maior sobre a atividade economia. O terceiro trimestre não tem tanto esse impacto, apesar de o juro estar em um patamar elevado”, diz. Ela acrescenta que a base de comparação é alta, o que faz com que aumentos sejam menos expressivos. Nas atividades de serviços – setor com maior participação no PIB – as altas ficaram por conta de Informação e comunicação (2,1%); outras atividades de serviços (1,7%); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%); atividades imobiliárias (1%); comércio (0,8%); transporte, armazenagem e correio (0,6%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%). Na indústria, houve alta de 1,3% nas indústrias de transformação – seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria. Em contrapartida, caíram construção (-1,7%); eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,4%) e indústrias extrativas (-0,3%). Os técnicos do IBGE calcularam que o investimento no terceiro trimestre, chamado de formação bruta de capital fixo, cresceu 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Os consumos das famílias (1,5%) e do governo (0,8%) também tiveram expansão. As exportações apresentaram queda de 0,6%, enquanto as importações cresceram 1%. Altas seguidas Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, a alta de 4% é a 15ª seguida. Na base comparativa, os serviços tiveram novamente maior expansão, de 4,1%, com destaque para a alta de informação e comunicação (7,8%) e outras atividades de serviços (6,4%). A indústria cresceu 3,6%, com destaque para construção (5,7%) e indústrias de transformação (4,2%), que foi influenciada, principalmente, pela fabricação de veículos automotores; outros equipamentos de transporte; móveis e produtos químicos. A agropecuária recuou 0,8%. De acordo com o comunicado do IBGE, “alguns produtos, cujas safras são significativas no terceiro trimestre, apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como cana (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%)”. O instituto contextualiza que esses recuos apagaram o bom desemprenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), que também possuem safras relevantes no período. “Já era de se esperar, desde o começo do ano, e esse comportamento, ao longo do tempo, foi piorando, muito por conta das questões climáticas da seca, que têm acontecido no Brasil”, diz Rebeca Palis. O IBGE destaca que a melhora no mercado de trabalho, que se reflete no aumento da massa salarial, e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, colaboraram para o consumo das famílias crescer 5,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2023 – 14º trimestre seguido de alta. Na mesma comparação, a despesa do governo cresceu 1,3%. A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2024 foi de 17,6%, o que representa um crescimento em relação à observada no mesmo período do ano anterior (16,4%). Acumulado do ano No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, o PIB cresceu 3,3% em relação a igual período de 2023. Nessa comparação, a agropecuária (-3,5%) caiu, enquanto a indústria (3,5%) e os serviços (3,8%) apresentaram expansão. Revisão para cima O IBGE informou também que o PIB de 2023, anteriormente um crescimento de 2,9%, foi revisto para 3,2%. Fonte: Agência Brasil/EBC Foto: Freepik
CCT – Comerciários de Guarulhos é assinada

O SincoElétrico acaba de assinar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) junto ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Guarulhos – 19-25. O documento está disponível no site tanto para download como para consulta. Em caso de dúvidas, entre em contato com o SincoElétrico através do e-mail: juridico@sincoeletrico.com.br ou por telefone: 11 3333 8377. Foto: Freepik