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Consumo das famílias estimula mercado de trabalho paulista

O consumo dos lares está impulsionado o mercado de trabalho nos setores do Comércio e dos Serviços em todo o território paulista. De acordo com a Pesquisa de Emprego (PESP), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a geração de vagas de trabalho nesses setores acumula altas de 130% e 33%, respectivamente, nos primeiros sete meses do ano. Em julho, os segmentos registraram, juntos, mais de 40 mil novos postos.  Na comparação com 2023, os resultados do sétimo mês do ano mostram um crescimento na geração de vagas de 12,4%, no Comércio, e de 123,2%, nos Serviços. Os dados indicam uma resposta positiva ao aquecimento da economia doméstica, refletindo o impacto direto do consumo das famílias no emprego. De acordo com a FecomercioSP, inclusive, esse cenário não deve se alterar no curto prazo. Crescimento notável do Comércio Em julho, o setor comercial paulista obteve o maior saldo mensal desde novembro de 2023, com a criação de quase 14 mil postos de trabalho [tabela 1], um resultado de 142.643 admissões e 128.806 desligamentos e estoque de quase 2,94 milhões de vínculos empregatícios ativos.  O comércio varejista, que representa quase 70% do total de empregos no setor, foi o principal motor desse crescimento, com destaque para os hipermercados e supermercados (+2.569 vagas) e os minimercados, mercearias e armazéns (+840 vagas). No acumulado do ano, o setor comercial do Estado de São Paulo já adicionou cerca de 36 mil novos postos de trabalho, com o comércio atacadista contribuindo com 16.863 vagas, seguido pelo varejo (+9.538 vagas) e pelo comércio e reparação de veículos (+9.412 vagas). Especificamente na capital paulista, foram criados 4.091 novos empregos em julho, com 2.451 vagas oriundas do varejo e um acumulado de 10.214 novas posições no ano. Recuperação contínua e crescimento sólido Em julho, o setor de serviços, por sua vez, apresentou 26.345 novas vagas, após 366.269 admissões e 339.924 desligamentos, com um estoque de aproximadamente 7,48 milhões de empregos ativos [tabela 2]. Em comparação ao saldo de junho, houve alta de 5,7%, representando o maior resultado para o mês desde 2021. Dentre os grupos de atividades, os serviços administrativos e complementares (10.907 vagas) e os serviços de saúde humana e serviços sociais (4.765 vagas) foram os maiores contribuidores.  No acumulado de 2024, o setor gerou 236,6 mil novos empregos, com destaque para os serviços administrativos e complementares (65.864 vagas). Em julho, a capital contribuiu com 9,5 mil novas vagas e um total de 85.338 novos postos de trabalho no ano — cenário, mais uma vez, liderado pelos serviços administrativos e complementares. Fonte: FecomercioSP Foto: Freepik

Número de empresas inadimplentes continua estável pelo terceiro mês consecutivo

Embora estável pelo terceiro mês consecutivo, a negativação dos negócios ainda é alta no País, alcançando 6,9 milhões de CNPJs no vermelho em julho deste ano, de acordo com oIndicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Esse total representa 30,8% das companhias existentes no Brasil, revelando uma baixa queda de 0.4 ponto percentual em relação ao último mês de junho. Ainda de acordo com os dados divulgados pela Serasa Experian, dentre as mais de 6,9 milhões de companhias negativadas, 6,5 são micro e pequenos negócios. O setor de serviços representou a maior parte das empresas, com compromissos negativados em torno de 55,9%. Em sequência, o comércio com 35,6%, seguido pelas Indústrias com 7,3%. Segundo o sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial, Fábio Santiago, o atual momento econômico do País pode dificultar o processo de recuperação das empresas. “A pausa na redução das taxas de juros, que vinha se mantendo estável, pode agravar a alta inadimplência, especialmente em relação às dívidas de longo prazo, complicando a gestão financeira. A incapacidade de refinanciar ou renegociar essas dívidas pode levar à insolvência”, afirma. Dentro desse contexto, o sócio-diretor da Nordex destaca que a reestruturação empresarial pode contribuir para a recuperação financeira das empresas de várias formas, como: Na redução de custos e eficiência operacional, permitindo que a empresa identifique e elimine áreas ineficientes e não rentáveis. Isso pode envolver a renegociação de contratos, a redução de despesas operacionais e a otimização de processos. Na renegociação de dívidas, que é um dos principais objetivos da reestruturação. Isso pode incluir a extensão dos prazos de pagamento, a redução das taxas de juros ou até mesmo a redução do valor principal da dívida. Essas mudanças podem aliviar a pressão financeira sobre a empresa e facilitar o cumprimento das obrigações. Para melhorar a liquidez, ao liberar recursos que estavam comprometidos em ativos não essenciais ou operações menos rentáveis. Isso proporciona à empresa mais flexibilidade financeira para lidar com suas dívidas e investir em áreas estratégicas. Oferece a oportunidade de revisar e, se necessário, reformular o modelo de negócios da empresa. Isso pode incluir a diversificação de produtos e serviços, a exploração de novos mercados ou a mudança de estratégias de preços para melhor atender às necessidades do mercado e aumentar a rentabilidade. Para restaurar a confiança dos investidores e credores, demonstrando que a empresa está comprometida em resolver seus problemas financeiros e em recuperar a saúde financeira, facilitando a obtenção de novos financiamentos ou investimentos. “Em muitos casos, a reestruturação é uma alternativa à falência, permitindo que a empresa continue operando, preserve seu valor e mantenha empregos, beneficiando acionistas, funcionários, bem como a economia local”, enfatiza Santiago. Ainda de acordo com o consultor, a reestruturação também pode ajudar a empresa a se adaptar a mudanças no mercado ou na economia. Isso pode envolver a adoção de novas tecnologias, a resposta a novas demandas dos consumidores ou a adaptação a novas regulamentações. “A reestruturação empresarial é um processo estratégico essencial para ajudar as empresas a superarem desafios financeiros, melhorar a sua posição competitiva e garantir a sustentabilidade a longo prazo”, conclui Santiago. Fonte: Contadores foto: Freepik

Mercado eleva para 3% projeção de expansão da economia em 2024

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,96% para 3%. A estimativa está no Boletim Focus de segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. A revisão para cima ocorre após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) do segundo trimestre do ano, que surpreendeu e subiu 1,4% em comparação ao primeiro trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o segundo trimestre de 2023, a alta foi de 3,3%. Para 2025, a expectativa para o PIB permaneceu em 1,9. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos. Em 2023, também superando as projeções, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%. A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda norte-americana fique em R$ 5,35. Inflação Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 passou de 4,35% para 4,37%. Para 2025, a projeção da inflação ficou em 3,97%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,62% e 3,5%, respectivamente. A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua e, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em agosto, puxado principalmente pelas quedas de preços em alimentos e despesas com habitação, houve deflação de 0,02% no país, após o IPCA ter registrado inflação de 0,38% em julho. De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 4,24%. Taxa de juros Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o colegiado elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para 5 e 6 de novembro, quando os analistas esperam um novo aumento da taxa básica. Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 11,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 10,5% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Fonte: Agência BrasilFoto: Freepik

Intenção de consumo das famílias tem nova queda, impulsionada pela piora no crédito

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,3% em setembro, refletindo uma piora na avaliação sobre a perspectiva profissional (redução de 0,4%) e sobre o acesso ao crédito (queda de 1,3%). A diminuição foi mais acentuada entre as famílias de maior renda e o público masculino, cujas percepções do mercado de trabalho e consumo futuro pioraram. No entanto, apesar da retração, o indicador ainda registrou 103,1 pontos, permanecendo acima do nível de satisfação e alcançando seu maior patamar desde março deste ano, quando atingiu 104,1 pontos. A desaceleração na criação de empregos e a incerteza econômica levaram a uma retração de 0,4% na perspectiva profissional, apesar de a avaliação sobre o emprego atual ter mostrado sinais de melhora, com um aumento de 0,4% na ICF. “O saldo positivo do mercado de trabalho anima os consumidores no curto prazo, mas a cautela quanto ao futuro permanece”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho também revelou um aumento no volume de assalariados, com crescimento acumulado de 3,9% nos últimos 12 meses. Mercado de crédito mais seletivo impacta consumo A maior pressão inflacionária e as incertezas fiscais afetaram o mercado de crédito, que se tornou mais restrito, resultando em uma queda de 1,3% no subindicador que mede a satisfação com o acesso ao crédito. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também apurada pela CNC, o número de famílias incapazes de pagar suas dívidas aumentou em agosto, influenciando negativamente a avaliação do momento para compra de bens duráveis, que registrou uma redução de 1%. “Com o cenário mais desafiador para o crédito e o aumento da inadimplência, o mercado se tornou menos acessível, especialmente para famílias de maior renda, que mostram maior retração na intenção de consumo”, pontua Felipe Tavares, economista-chefe da CNC. Famílias com maior renda mostram maior cautela A análise das diferentes faixas de renda revela que as famílias com renda acima de dez salários mínimos sofreram uma queda de 0,8% na intenção de consumo em setembro, enquanto as com menor renda recuaram apenas 0,2%. A perspectiva de consumo teve uma redução ainda mais intensa entre as famílias de maior renda (queda de 2,5%), contra uma diminuição de 0,6% entre as de menor renda. Essa divergência também se manifestou no indicador de emprego atual, com as famílias de maior renda registrando queda de 0,3%, enquanto as de menor renda apresentaram um aumento de 0,8%. “Famílias com maiores salários estão mais cautelosas em relação ao emprego e ao consumo futuro, devido à maior seletividade no crédito e à piora na confiança empresarial”, comenta Felipe Tavares. Em contraste, as famílias com menor renda, embora mais otimistas quanto ao emprego atual, mantêm-se reservadas com relação ao futuro, com queda de 0,2% na perspectiva profissional. Mulheres demonstram maior otimismo Uma análise por gênero mostra que as mulheres puxaram o avanço da intenção de consumo, com um crescimento anual de 1,6%, em comparação a uma retração de 0,3% entre os homens. No mercado de trabalho, o indicador que mede a satisfação com o emprego atual avançou 3,3% para elas, contra apenas 0,3% para eles. A perspectiva profissional também apresentou diferenças, com uma queda mais acentuada entre os homens (redução de 5,4%), em contraste com uma diminuição de 2,4% entre as mulheres. No que diz respeito à avaliação do acesso ao crédito, as mulheres registraram uma melhora de 1,7% em relação a setembro do ano passado, enquanto os homens viram uma queda de 0,2%. Esse fator é atribuído ao aumento do número de homens com dificuldades em amortizar suas dívidas, conforme aponta a Peic, contribuindo para uma redução de 4,2% na perspectiva de consumo entre o público masculino, contra uma queda de 2,6% entre o público feminino. “Esse cenário de maior otimismo entre as mulheres reflete um mercado de trabalho e crédito ligeiramente mais favorável para elas, enquanto os homens enfrentam maiores desafios nos próximos meses”, conclui o economista-chefe da CNC. Foto: Freepik

CNC destaca aprovação pelo Senado Federal do programa de crédito para microempresas e MEIS

O plenário do Senado Federal aprovou, em 18 de setembro, o Projeto de Lei (PL) nº 1725/2024, que institui o programa Acredita no Primeiro Passo, iniciativa do governo federal voltada à abertura de crédito para microempresas e microempreendedores individuais (MEIs). A medida visa dinamizar o mercado de crédito, fomentar o crescimento econômico e incluir pessoas em situação de vulnerabilidade social. Agora, o texto segue para sanção presidencial. A proposta havia sido aprovada para tramitação em regime de urgência na terça-feira (17), o que dispensou a análise de comissões e permitiu sua votação direta no plenário do Senado. O relator do projeto, senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou parecer favorável com emendas de redação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também se posicionou de forma favorável à proposta, considerando-a fundamental para a recuperação do setor de pequenos negócios. Inclusão social e fortalecimento do crédito O programa Acredita no Primeiro Passo é uma das principais inovações da proposta, com foco na inclusão produtiva de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Entre os grupos beneficiados estão pessoas com deficiência, mulheres, jovens, negros e comunidades tradicionais. Além disso, o projeto inclui o Desenrola Pequenos Negócios, que facilita a renegociação de dívidas para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, e o Procred 360, voltado ao fortalecimento de microempresas e MEIs. Incentivo à sustentabilidade Outro destaque da proposta é o Eco Invest Brasil, um programa que visa atrair capital externo e incentivar investimentos em projetos sustentáveis. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo de mobilização de capital privado, com foco na transformação ecológica e no desenvolvimento de um mercado de crédito imobiliário sustentável. Impacto para pequenos negócios A Diretoria de Relações Institucionais (DRI) da CNC ressalta que o projeto é semelhante à Medida Provisória (MP) nº 1.213/2024, que perdeu a validade em agosto deste ano, mas que já previa as mesmas medidas de incentivo ao crédito. A DRI destaca que a aprovação do PL nº 1725/2024 contribuirá para a recuperação econômica de microempreendedores e pequenos negócios, além de promover a inclusão social e a geração de empregos. Para a CNC, o projeto amplia as oportunidades de crédito, essenciais para o desenvolvimento dos pequenos negócios, especialmente no atual cenário econômico. Foto: Freepik

Elevação da Selic aponta preocupação do Banco Central com excesso de demanda

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (Bacen), de voltar a elevar a taxa básica de juros do País, a Selic, após mais de dois anos, reflete a preocupação da instituição com uma conjuntura de excesso de demanda na economia que se avizinha, tal como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) vem alertando há algum tempo. De acordo com a Entidade, trata-se de um sinal forte de que o banco está atento aos efeitos potenciais de uma desancoragem de expectativas, mesmo que isso tenha custado o reajuste dos juros, colocando essa percepção à frente de indicadores que poderiam até sustentar uma manutenção da taxa em 10,50%, como os números do último IPCA e as condições do mercado internacional. A Selic subiu 0,25 ponto porcentual (p.p.) nesta quarta-feira (18), passando para 10,75%. Agosto de 2022 foi a última vez que a taxa havia sido ajustada para cima. Vale dizer que, na perspectiva atual do mercado, mensurada pelo boletim Focus, do mesmo Bacen, ela seguirá subindo em 2024, finalizando o ano em 11,25% — patamar do início do ano. A FecomercioSP acredita que a leitura do comitê seja de um contexto econômico de desemprego baixo (6,8%, no trimestre encerrado em julho), massa de renda em níveis históricos e, por consequência, um Produto Interno Bruto (PIB) em ritmo acelerado (com crescimentos de 1,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro, e 3,3% em comparação ao mesmo período de 2023). Ainda que tenha um impacto de desancoragem no presente, é uma decisão baseada em projeções futuras. Um dado ajuda a entender essa preocupação: a volatilidade de preços dos serviços, por exemplo, impede uma análise mais concreta sobre o arrefecimento dos custos. Os valores variaram 0,24% em agosto, após registrarem uma elevação de 0,75% no mês imediatamente anterior. O Copom também segue na mesma direção do mercado, a qual indicava um consenso de que a inflação só ficará dentro da meta estabelecida pelo Bacen (de 3%) se os juros voltassem a subir. Ainda que IPCA tenha caído em agosto, o acumulado dos últimos 12 meses está perto do teto da meta. Fonte: FecomercioSP

Empresas do Simples Nacional devem continuar recolhendo a diferença de ICMS na ST em operações interestaduais

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que empresas do Simples Nacional que realizam operações interestaduais precisam pagar a diferença de alíquota do ICMS no regime de Substituição Tributária (ST). Esse sistema concentra o pagamento do imposto em uma só etapa, logo no início da cadeia produtiva.  Sendo assim, as empresas do Simples Nacional permanecem obrigadas, com base na Lei Complementar 123/2006, a recolher o ICMS na ST, incluindo o diferencial de alíquota (Difal) antecipado nas operações interestaduais de bens ou mercadorias. Os ministros da Suprema Corte justificaram que a cobrança da diferença de ICMS-ST serve para garantir que os Estados para onde os produtos são vendidos (os destinatários) não percam arrecadação, mantendo uma divisão mais justa dos impostos.  A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) acredita que a decisão prejudica o tratamento especial dado às Microempresas (MEs) e às Empresas de Pequeno Porte (EPPs). Estados com alíquotas de ICMS mais altas podem deixar esses negócios em desvantagem frente às de Estados com alíquotas menores, além de aumentar a complexidade tributária. Isso pode influenciar até a escolha de onde elas vão operar ou vender seus produtos.  Justamente pelos danos à competitividade do Simples e ao tratamento favorecido e diferenciado previsto na Constituição Federal, a cobrança era contestada há anos na Corte. Agora, é provável que as secretarias de Fazenda dos Estados publiquem orientações para garantir a aplicação da decisão, intensificando a fiscalização para assegurar que essas empresas estejam cumprindo as novas exigências, principalmente após a decisão do STF se tornar definitiva.  Fonte: FecomercioSP Foto: Divulgação

CNC celebra aprovação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia

Na madrugada desta quinta-feira (12), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1847/24, do Senado, que estabelece uma transição de três anos para o fim da desoneração da folha de pagamento em 17 setores estratégicos da economia. Além disso, o texto prevê a cobrança integral da alíquota do INSS em municípios com até 156 mil habitantes. Antes de seguir para sanção presidencial, a Câmara precisa votar uma emenda de redação proposta pelo relator, deputado José Guimarães (PT-CE), em sessão marcada para esta quinta-feira (12). A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) tem sido uma defensora ativa da manutenção da desoneração da folha de pagamento, desde que a proposta começou a ser debatida em 2020. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, afirmou que a medida é essencial para a recuperação de empresas afetadas pela crise econômica agravada pela pandemia de Covid-19, além de garantir a preservação de empregos. “A desoneração é um alívio para as empresas e uma medida estratégica para o mercado de trabalho, ainda mais neste momento em que muitos setores ainda estão se reerguendo”, destacou Tadros. A diretora de Relações Institucionais (DRI) da CNC, Nara de Deus, também reitera o trabalho da Confederação. “A CNC atuou pela aprovação do projeto desde a sua apresentação, uma vez que a matéria traz benefício fiscal relevante para as empresas contempladas”. Setores beneficiados Os setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento incluem indústrias e serviços essenciais para o desenvolvimento econômico, como calçados, call center, comunicação, confecção/vestuário, construção civil, obras de infraestrutura, empresas de couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, indústria têxtil, tecnologia da informação (TI) e comunicação (TIC), projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, além de transporte rodoviário coletivo e de cargas. Histórico do projeto O PL 1847/24 foi introduzido após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar inconstitucional a Lei 14.784/23, que prorrogava a desoneração até 2027, por falta de indicação de fontes para compensar a perda de arrecadação. Diante disso, um novo acordo foi articulado, mantendo as alíquotas reduzidas para 2024 e criando um compromisso de buscar fontes de financiamento para os anos subsequentes. Decisões importantes O Supremo havia estipulado o dia 11 de setembro como prazo final para que o Congresso aprovasse uma nova regulamentação antes que as alíquotas voltassem a ser cobradas integralmente, em cumprimento à decisão liminar do ministro Edson Fachin, relator de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) sobre o tema. Durante a votação, o plenário da Câmara rejeitou uma série de destaques propostos por partidos, que buscavam alterar pontos cruciais do texto aprovado.  Com a conclusão das votações pendentes, o projeto seguirá para sanção do presidente Lula. Foto: Freepik

Brasil cria 2,8 milhões de pequenas empresas em 202

A abertura de pequenos negócios teve, em julho, o seu maior volume neste ano. Segundo levantamento do Sebrae feito a partir de dados da Receita Federal do Brasil, foram criadas quase 378 mil empresas, entre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Esse resultado, somado ao desempenho dos meses de abril e agosto, leva o país ao total de 2,8 milhões de novos CNPJs no segmento de empreendedorismo. O setor de Serviços se destaca, com quase 61% do total de aberturas de pequenos negócios nos oito primeiros meses de 2024 (1,7 milhão). Na sequência, vêm o Comércio (25,6%), a Indústria (7,9%), a Construção (7 %) e a Agropecuária (0,7%). O presidente do Sebrae, Décio Lima, celebra o resultado, que demonstra o otimismo da população em relação à economia brasileira.”A economia está no rumo certo. Ano passado, a previsão do FMI era que o país teria um crescimento pífio de 0,8% e alcançamos, em 2023, quase 3%. Agora, no último trimestre deste ano, havia uma previsão baixa do PIB e alcançamos 1,4% de crescimento. Mais de 24 milhões de brasileiros saíram do mapa da fome e o empreendedorismo tem contribuído nessa meta”, acredita. “Promoção de vendas” foi a atividade com o maior número de novos negócios entre janeiro e julho, com 123,5 mil registros. Depois aparecem “serviços de apoio administrativo” (98,3 mil); “comércio varejista de roupas e acessórios” (95,7 mil); “cabeleireiro, manicure e pedicure” (85,3 mil); “transporte rodoviário de cargas” (71 mil); “obras de alvenaria” (66 mil) e “atividades auxiliares de transporte terrestre” (60,1 mil). PORTE Entre janeiro e agosto, os microempreendedores individuais (MEI) representaram cerca de 78% do total de empresas abertas (2,1 milhões). Somente no último mês de agosto, foram criados 277,5 mil novos CNPJs nessa categoria de negócio. No mesmo período, foram 554 mil novas microempresas – que têm faturamento até R$ 360 mil e 126,8 mil novos registros de empresas de pequeno porte (EPP). 2,8 milhões de pequenas empresas abertas em 2024 Segmentos Fonte: Diário do Comércio Foto: Freepik

Prazo para médias empresas fecharem folha no eSocial acaba hoje

Pela primeira vez, 1,24 milhão de empresas de médio porte terão de fechar a folha de pagamento no novo sistema do eSocial, plataforma que unifica a prestação de informações por parte dos empregadores e reduz a burocracia. O prazo para processar as folhas dos trabalhadores acaba nesta quarta-feira. Segundo a Receita Federal, que administra o eSocial, o novo sistema elimina 15 informações periódicas que os empregadores eram obrigados a fornecer ao governo. Adotado para empregadores domésticos em 2015, o eSocial está sendo expandido gradualmente para todos os empresários. As médias empresas, que faturam de R$ 4,8 milhões a R$ 78 milhões, e as pequenas empresas que não fazem parte do Simples Nacional começaram a aderir ao eSocial em julho do ano passado. Depois de passarem os últimos meses incluindo os dados das empresas e de cada trabalhador no sistema, os empregadores passarão a fechar as folhas de pagamento pelo eSocial. O empregador que não cumprir os prazos estipulados para a adesão ao eSocial estará sujeito a punições previstas na legislação. O desrespeito ao cronograma poderá prejudicar os trabalhadores, que terão dificuldade para receber benefícios sociais e trabalhistas, caso o empregador não preste as informações nas datas corretas. O primeiro grupo de empregadores, as grandes empresas, fecham as folhas de pagamento por meio do eSocial desde maio do ano passado. Segundo a Receita Federal, 13 mil grandes empresas e 11,5 milhões de trabalhadores já completaram a migração para o novo sistema. Com as médias empresas, 1,24 milhão de empresas e 21 milhões de trabalhadores também passarão a fazer parte do sistema informatizado de prestação de informações. Fonte: Contadores Foto: Freepik