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Campanha defende isenção do imposto de importação de produtos até 50 dólares também para empresas

Com o objetivo de sensibilizar o poder público e a sociedade em geral sobre a igualdade de condições para o comércio nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou uma campanha publicitária defendendo que empresas brasileiras também sejam isentas do imposto de importação em compras de produtos até US$ 50 (cerca de R$ 250). As peças, compostas por vídeos, anúncios de página inteira, banners e posts, serão veiculadas até o dia 20. Na televisão aberta, o vídeo será veiculado na TV Globo e na Record TV. Já na TV fechada, a campanha abrange CNN e GloboNews. Os anúncios também serão publicados em O Globo, Valor Econômico, IstoÉ, IstoÉ Dinheiro e Metrópoles. Além disso, as redes sociais da CNC terão ações com posts falando diretamente aos empresários que enfrentam a competição desleal de produtos estrangeiros que não pagam os mesmos impostos recolhidos no Brasil. “Defendemos a igualdade em termos tributários para que produtos nacionais e importados tenham as mesmas condições de mercado e, assim, promover um futuro mais justo para todos”, frisa a campanha, também presente em comerciojusto.cnc.org.br. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforça que a Confederação defende o comércio justo e com igualdade de condições para competir. “Por conta do impacto negativo no comércio interno, é fundamental que as empresas brasileiras tipicamente importadoras de produtos acabados até US$ 50 tenham as mesmas premissas que as demais beneficiadas”, afirma o presidente. Ele enfatiza que a isonomia tributária com o imposto de importação é imprescindível para a preservação dos estabelecimentos e dos empregos diretos no comércio interno e os indiretos nos demais setores da cadeia de compras e fornecimento. O gerente executivo de Comunicação e chefe do Gabinete da Presidência da CNC, Elienai Câmara, reforça a importância da campanha. “A mensagem que passamos com as peças produzidas é que, com a isonomia defendida pela Confederação, o comércio e os consumidores ganham”, ressalta. Pesquisa A CNC realizou uma pesquisa com 2.377 empresas de todos os segmentos do varejo para medir o tamanho das vendas expostas à competição desleal. O estudo, realizado pela Diretoria de Economia e Inovação da entidade, foi encaminhado ao Ministério da Fazenda. Os resultados mostraram que 52,4% do faturamento do varejo no País é de itens com preços finais até R$ 250, valor que, com a nova regra de taxação do e-commerce, é isento de imposto de importação para pessoas físicas. Considerando os produtos amplamente transacionados pelos sites internacionais, cerca de R$ 370 bilhões por ano em vendas sofrerão com a forte competição dos itens de pequeno valor sem imposto. A pesquisa identificou que 64% das lojas de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria têm a maior parte de suas vendas com valores inferiores a R$ 250 e são as potencialmente mais afetadas. Em seguida, estão os segmentos de roupas e calçados e os de artigos esportivos e culturais, com 51%. Depois, com 37%, estão os comércios de artigos de uso pessoal e doméstico e os de eletroeletrônicos, informática, móveis e decorações. Levando-se em conta apenas os cinco segmentos mais prejudicados, mais de R$ 369 bilhões das vendas anuais sofrerão com a forte competição dos importados de pequeno valor e poderão ser perdidas. Esse valor representa 13,1% do faturamento anual do varejo brasileiro. Além disso, cerca de 1,5 milhão de pessoas estão empregadas diretamente nas atividades mais impactadas, ou seja, 18,6% dos postos de trabalho no varejo e 2,8% de todo o emprego no País.

Eliminação do parcelamento sem juros não é antídoto para taxas elevadas no rotativo

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é contrária ao fim do parcelamento sem juros, medida que vem sendo discutida para lidar com as elevadas taxas do rotativo do cartão de crédito. De acordo com a Entidade — que lidera empresas do comércio, serviços e turismo no Estado de São Paulo —, a medida não serve como antídoto para o problema e pode prejudicar milhares de negócios, em especial os micro e pequenos. A Federação listou uma série de propostas e, entre elas, sugere um teto para o rotativo, a exemplo do que já ocorre com o cheque especial. A preocupação da FecomercioSP é que o limite, ou o impedimento, da utilização do parcelamento sem juros cause reverberações adversas na economia. O crédito, aliado ao emprego e à renda, é um dos pilares essenciais na determinação dos padrões de consumo da população. A Entidade ainda lembra que o instrumento desempenha papel imprescindível no desempenho econômico do varejo nacional, atuando como um propulsor das inclusões financeira e social. Além disso, a medida poderia comprometer, ao invés de melhorar, a saúde financeira dos consumidores, exacerbando a inadimplência. Para o comércio, esse mecanismo não só funciona como uma alavanca do valor médio das transações como também aprimora, significativamente, a administração do estoque, já que ao oferecer a possibilidade de parcelamento, os consumidores podem adquirir outros produtos. Além disso, é importante reconhecer que o rotativo no cartão e o parcelamento sem juros são instrumentos diferentes. No primeiro caso, os juros incidem sobre o valor da fatura quando o consumidor não paga dentro do prazo. Já no segundo, um acordo é firmado entre consumidor, lojista e administradora de cartões para viabilizar as vendas do varejo. A mistura dos conceitos, alerta a FecomercioSP, pode gerar grandes problemas à economia caso o fato não seja levado em conta nas propostas. Segundo a Federação, a concepção de que os exorbitantes juros do rotativo se devem ao parcelamento sem juros carece de precisão analítica. O dilema reside, pelo contrário, nas taxas astronômicas associadas ao instrumento. Essa análise se torna ainda mais evidente quando se nota a envergadura financeira que o mercado emissor de cartões de crédito representa. Um levantamento realizado pelo J.P. Morgan revela que o universo dos cartões de crédito é intrinsecamente lucrativo, e os juros rotativos não desempenham papel primordial para equilibrar os custos inerentes ao parcelamento — modalidade essa que, por sinal, configura-se como um manancial de rentabilidade para os bancos. Em 2022, o segmento emissor de cartões de crédito mobilizou impressionantes R$ 85 bilhões. Desse volume financeiro, a Tarifa de Intercâmbio (TIC) correspondeu a R$ 23,7 bilhões (representando 28%), enquanto o rotativo abarcou R$ 26,9 bilhões (equivalente a 32%) e o parcelamento onerado com juros atingiu R$ 22,3 bilhões (ou 26% do total). Além disso, os emissores colhem benefícios advindos de outras tarifas, como as anuidades pagas pelos portadores dos cartões. Dessa forma, conclui a Entidade, é evidente que há margem para que as instituições financeiras procedam com a redução das taxas de juros no rotativo. Para enfrentar esse desafio, a FecomercioSP propõe:  Foto: Freepik

IVA trará prejuízos às empresas tributadas pelo Lucro Presumido

O texto da Reforma Tributária como consta na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019 propõe a adoção de um modelo tributário baseado no Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) com a unificação de diversos impostos. Esse tipo de tributação é de fato utilizado em muitos países ao redor do mundo e, embora apresente vantagens, acarreta complexidades – ainda mais em um país organizado no modelo federativo de governança como o Brasil.  O IVA Dual prevê a constituição da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a nível federal, substituindo PIS e Cofins; além do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), subnacional, se sobrepondo ao estadual Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao municipal Imposto sobre Serviços (ISS). As complexidades que essa mudança tende a provocar no sistema tributário são analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que tem atuado no Senado para o aperfeiçoamento do texto aprovado na Câmara dos Deputados. A FecomercioSP avalia alguns aspectos prejudiciais para as empresas. Empresas de Lucro Presumido terão impactos Fiscalização ampla IPTU e ITCMD Risco do Pacto Federativo Consumo X Renda Insegurança jurídica Período de transição LIMITE DE CARGA TRIBUTÁRIA A promessa inicial do governo de que o novo sistema tributário será fiscalmente neutro não se comprova. O fato é que setor de serviços vai ter a carga aumentada se o texto permanecer nos moldes atuais. Não há garantias efetivas de que a carga tributária total não suba. O que se pretende é garantir que a carga tributária total não seja maior do que a atual, mas isso não assegura que alguns setores sejam beneficiados, outros prejudicados.  A FecomercioSP entende que é desejável que o setor produtivo brasileiro perceba ganhos de produtividade fiscal, mas isso deveria ser feito com base em redução da carga tributária total e não com o ganho de um segmento sendo compensado por perdas em outros. Da forma em que está, além de não haver efetiva confiança e garantia de que a carga tributária total não seja aumentada, os ganhos de um setor estão sendo reparados com enormes perdas para outro e o resultado líquido desses efeitos pode ser negativo para a economia brasileira como um todo.

Pesquisa da CNC encaminhada ao Ministério da Fazenda diz que mais da metade das vendas no varejo brasileiro é de itens até US$ 50

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou uma pesquisa com 2.377 empresas de todos os segmentos do varejo para medir o tamanho das vendas expostas à competição desleal. O estudo, realizado pela Diretoria de Economia e Inovação da CNC, foi encaminhado hoje ao Ministério da Fazenda. Os resultados mostraram que 52,4% do faturamento do varejo no País é de itens com preços finais até R$ 250, valor que, com a nova regra de taxação do e-commerce, é isento de imposto de importação por pessoas físicas. Considerando os produtos amplamente transacionados pelos sites internacionais, cerca de R$ 370 bilhões por ano em vendas sofrerão com a forte competição dos itens de pequeno valor sem imposto. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforça qe a Confederação defende o comércio justo e com igualdade de condições para competir. “Por conta do impacto negativo no comércio interno, é fundamental que as empresas brasileiras tipicamente importadoras de produtos acabados até US$ 50 tenham as mesmas premissas que as demais beneficiadas”, aponta o presidente. Ele afirma que a isonomia tributária com o imposto de importação é imprescindível para a preservação dos estabelecimentos e dos empregos diretos no comércio interno e os indiretos nos demais setores da cadeia de compras e fornecimento. Segmentos de cosméticos e vestuário podem ser os mais prejudicados O estudo avaliou a representatividade das vendas no varejo de produtos até R$ 250 e cruzou essas informações com os dados do faturamento do comércio da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) e com as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego. O programa Remessa Conforme é um conjunto de regras que passou a valer no início de agosto para importações de pequeno valor (até US$ 50), na modalidade de e-commerce conhecida como cross boarder. A Receita Federal isentou de imposto de importação os pacotes que chegam ao Brasil vindos de empresas estrangeiras pelos optantes do programa diretamente ao consumidor final. A medida tem o objetivo de coibir parte da concorrência desleal, pois estimula que os estabelecimentos notifiquem as operações de baixo valor. No entanto, há segmentos do varejo que podem ser bastante afetados pela Remessa Conforme. A pesquisa identificou que 64% das lojas de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria têm a maior parte de suas vendas com valores inferiores a R$ 250 e são as potencialmente mais afetadas. Em seguida, estão os segmentos de roupas e calçados e os de artigos esportivos e culturais, com 51%. Depois, com 37%, estão os comércios de artigos de uso pessoal e doméstico e o de eletroeletrônicos, informática, móveis e decorações. Levando-se em conta apenas os cinco segmentos mais prejudicados, mais de R$ 369 bilhões das vendas anuais sofrerão com a forte competição dos importados de pequeno valor e poderão ser perdidas. Esse valor representa 13,1% do faturamento anual do varejo brasileiro. Além disso, cerca de 1,5 milhão de pessoas estão empregadas diretamente nas atividades mais impactadas, ou seja, 18,6% dos postos de trabalho no varejo e 2,8% de todo o emprego no País. Acesse a análise completa Foto: Pixabay

Moeda digital poderá otimizar transações no varejo e reduzir burocracias

O Drex, moeda digital brasileira lançada pelo Banco Central (Bacen), tem potencial de trazer agilidade e eficácia às transações no varejo, aumentando a produtividade dos negócios e, consequentemente, o lucro a longo prazo. A avaliação é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Para a Entidade, os empreendedores terão novas possibilidades com a chegada da inovação, que promete simplificar transações por meio da tokenização, reduzindo barreiras burocráticas. Graças aos smart contracts — contratos digitais executados automaticamente por meio de um software —, processos serão automatizados e otimizados, ao acelerar negociações e diminuir a necessidade de intermediários. Os objetivos da moeda, segundo o Bacen, são minimizar os custos de transação, potencializar a eficiência de pagamentos e catalisar inovações financeiras. “Enquanto o PIX é uma ferramenta para realizar transferências de dinheiro em tempo real, o Drex é o próprio dinheiro em formato digital. A infraestrutura blockchain dele abre portas para inovações contínuas, garantindo a transação de informações de maneira ágil, transparente e segura, com redução de custos”, pontua a assessora técnica do Conselho de Economia Digital e Inovação da FecomercioSP, Kelly Carvalho. Ela ainda reforça que “o Drex é uma extensão do dinheiro físico, desenhada para modernizar e, diversificar as opções financeiras, otimizando a maneira como conduzimos as transações diárias, mas não será o fim do papel-moeda”. Com a chegada da moeda digital, o comércio passa a ter uma importante vantagem: a capacidade de recebimento de valores, quase imediata, após uma transação. Isso otimizará o fluxo de caixa e vai tornar a moeda digital ainda mais atrativa para as empresas. No caso das pequenas e médias, o uso do Drex evidenciará alguns desafios práticos. Na avaliação da FecomercioSP, será crucial que elas mantenham um diálogo proativo com o Bacen, identificando como a nova moeda pode otimizar as atividades. A digitalização implica também uma avaliação refinada ao escolher parceiros e modelos de negócio. Nesse cenário, manter-se atualizado será fundamental para a permanência e a competitividade em um mercado em constante evolução. Segurança e receptividadeEmbora a moeda tenha potencial para maior rastreabilidade em transações, ajudando na mitigação de atividades ilícitas, como com qualquer inovação, haverá desafios quanto à segurança de dados. Por essa razão, a implementação de métodos de identificação robustos — além da consciência do funcionamento e de estratégias para manter a privacidade nas transações — é ponto essencial para garantir a proteção dos dados dos usuários e das empresas. Atualmente, os esforços para a implementação do Drex estão em etapa de experimentação, que se deu início em março. As simulações estão programadas para setembro de 2023. O lançamento oficial da moeda é previsto para o fim de 2024 ou começo de 2025. O Drex funcionará, primordialmente, como moeda de atacado, circulando apenas entre as instituições financeiras. Embora os clientes realizem operações com essa moeda, não terá acesso direto a ela. A atuação se dará apenas por intermédio de carteiras digitais disponíveis nos apps dos bancos. Ainda não há uma definição clara dos serviços que serão executados via Drex. No entanto, os ativos a serem testados no projeto-piloto são os seguintes: depósitos de contas de reservas bancárias; depósitos de contas de liquidação; depósitos de conta única do Tesouro Nacional; depósitos bancários à vista; contas de pagamento de instituições; e títulos públicos federais. Além disso, para que a operação se torne factível, será imprescindível uma integração tecnológica que englobe bancos comerciais, o Bacen (para a emissão do real digital) e autoridades como Detrans e cartórios de notas e de registros de imóveis. Esse movimento também deve abarcar marketplaces, que atuarão como intermediadores, garantindo a verificação do processo e assegurando a identidade das partes, das transações e dos ativos negociados. Outras questões a serem consideradas são a inclusão digital e a aceitabilidade da moeda. Será preciso garantir que todos, independentemente da localização ou do status socioeconômico, tenham acesso à moeda digital. Os beneficiários precisarão aprender como usar a nova plataforma, realizar transações, verificar saldos e entender as taxas associadas. Nesse sentido, o Bacen desempenhará papel importante ao explicar o modelo à população. As transações realizadas via blockchain são reconhecidas por sua elevada segurança. No entanto, isso não significa que estejam imunes a ameaças. O principal risco não reside na tecnologia em si, mas nos fatores externos a ela, deixando os usuários vulneráveis a roubos de dados, fraudes e outros tipos de crimes que envolvam a segurança das informações. Por fim, será preciso fortalecer a aceitação da moeda em uma vasta gama de estabelecimentos, promovendo sua universalidade, especialmente em lojas menores ou mais tradicionais, que podem não estar preparadas para lidar com pagamentos digitais ou desconhecem o seu uso. O Drex implicará, ainda, certos custos operacionais ainda não divulgados pelo Bacen. Foto: Pixabay  

Endividamento tem primeira queda em sete meses e atinge 78,1% das famílias

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer caiu 0,4 ponto percentual (p.p.) em julho, representando 78,1% das famílias no País. Com a primeira queda desde novembro de 2022, o volume de endividados chegou ao menor nível desde janeiro deste ano. Do total de pessoas com dívidas, 18,2% consideram-se “muito endividadas”, percentual que também apontou queda, a primeira desde dezembro. Os resultados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Programa Desenrola, medida do governo federal que iniciou em julho, propôs a renegociação de dívidas bancárias de pessoas com renda entre R$ 2,6 mil e R$ 20 mil. Isso fez com que a proporção de endividados na classe média diminuísse em julho. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforça a importância da Peic no cenário nacional. Isso porque a pesquisa foi utilizada pelo próprio governo federal na construção do programa. Segundo Tadros, “com o início da trajetória de queda da taxa de juros, é esperado um movimento de melhora das condições de compra do brasileiro, o que é positivo para a economia como um todo”. Um alento para a classe média Nas faixas de renda de 3 a 10 salários mínimos (SM), o volume de consumidores com dívidas caiu 0,7 p.p. em comparação a junho. Conforme a economista da CNC responsável pela Peic, Izis Ferreira, essa redução interrompe a tendência de alta do endividamento desses consumidores, que vinha sendo observada até o fim do semestre passado. No primeiro grupo, das pessoas com renda entre 3 e 5 SM, o volume de endividados caiu ao menor nível desde junho de 2022. Já entre os com rendimentos de 5 a 10 SM, a proporção de endividados é a menor desde janeiro deste ano. O percentual de inadimplentes também diminuiu entre os consumidores com renda entre 5 e 10 SM, com uma queda de 1,7% no volume dos que estão com contas atrasadas e uma queda de 0,4% nos que afirmam não ter condições de pagar dívidas de meses anteriores. “A CNC estima que a proporção de consumidores endividados amplie o ritmo de queda nos próximos meses”, explica Izis Ferreira. Conforme ela, a taxa deve ficar próxima a 77% do total de consumidores no País, em setembro, quando o Desenrola acontecerá para o público priorizado na faixa 1 (com renda de até 2 salários mínimos). “No entanto, a previsão é que o índice volte a crescer no fim do ano, encerrando 2023 com cerca de 78% do total de famílias com dívidas”, afirma. Endividamento aumenta entre os mais pobres Ainda sem Desenrola para os consumidores de renda baixa (que recebem até 3 salários mínimos), a proporção de endividados começa o segundo semestre em ligeira alta, de 0,1%, estabelecendo-se em 79,4% desse grupo. O volume de inadimplentes subiu 0,3% e atingiu 37,3%, e o daqueles que afirmaram não ter condições de pagar dívidas atrasadas há mais tempo teve aumento de 0,2%, chegando a 16,6%. Os consumidores com até 2 salários mínimos com CPF negativado por conta de dívidas de até R$ 5 mil são o público priorizado pelo Desenrola, mas a operação do programa para esse grupo começa somente em setembro. Queda das dívidas no cartão de crédito A Peic revela que, em julho, caiu para 85,9% a quantidade de endividados no cartão de crédito, ante os 87% de junho. Essa é a primeira queda em seis meses, colocando o indicador no menor nível desde fevereiro. Foi também a mais expressiva entre as modalidades de dívida. Também é possível observar uma leve redução, de 0,1%, do volume de endividados no cheque especial (que ficou em 4,1%) e no crédito consignado (5,1%). O volume de endividados e endividadas no cartão de crédito caiu em julho, e a queda foi mais expressiva entre as mulheres (-1,2p.p.), embora elas estejam em maior número com dívidas no cartão (86,8%) do que os homens (84,1%). Endividamento cai em metade dos Estados do País O movimento de renegociação fez a proporção de endividados cair entre junho e julho em 13 das 27 Unidades da Federação. As maiores reduções foram no Distrito Federal (queda de 2,6 p.p.), em São Paulo (2,0 p.p.), no Tocantins (1,8 p.p.), Amapá (1,6 p.p.) e Bahia (1,2 p.p.). Em outros 13 estados, o volume de pessoas com dívidas aumentou, com destaque para Sergipe (3,6 p.p.), Piauí (2,7 p.p.) e Ceará (2,7 p.p.). Apenas no Espírito Santo, o número de consumidores com dívidas permaneceu estável na comparação mensal. Acesse a análise completa e a série histórica da Peic  Foto: Freepik

Vendas do comércio paulista acumulam alta de 4,2% nos cinco primeiros meses do ano

As vendas reais do comércio paulista cresceram 4,2% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos absolutos, são R$ 19,2 bilhões a mais do que o obtido nos cinco primeiros meses 2022. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela FecomercioSP. De acordo com o levantamento, em maio, o setor registrou novamente o melhor resultado para o mês da série histórica, atingindo o faturamento de R$ 101,4 bilhões no período. Apesar disso, o baixo crescimento (de 0,9%) em relação a maio do ano passado e a queda na maioria (cinco de nove) dos segmentos apurados na pesquisa são sinais de perda de fôlego no varejo. Na avaliação da FecomercioSP, a despeito da base de comparação elevada e o arrefecimento natural após um grande volume nas vendas atingido, esse movimento foi influenciado pelo aumento de preços e pelos juros elevados, que têm dificultado o desempenho do comércio de forma direta e indireta. Diante da redução anunciada pelo Banco Central (Bacen), espera-se um efeito sobre o consumo, que deverá ser observado no fim do ano e início de 2024. Até lá, o comércio se beneficiará do ganho real do trabalhador, principalmente pela queda na inflação. Das nove atividades pesquisadas, no quinto mês do ano, quatro mostraram aumento no faturamento real: farmácias e perfumarias (15,3%), autopeças e acessórios (13,7%), concessionárias de veículos (11,3%) e supermercados (9,3%). Essas altas contribuíram para o resultado geral com 5,6 pontos porcentuais (p.p.). Já as retrações foram apresentadas pelos grupos de outras atividades (-17,9%), lojas de móveis e decoração (-3,2%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2,9%), materiais de construção (-2,6%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-0,4%), resultando numa pressão negativa de 4,7 p.p. A taxa de juros limita o consumo em determinados segmentos comerciais. São os casos dos materiais de construção e dos móveis e decoração (ambos também afetados pelo esfriamento do mercado da construção civil). Apesar de ser o mais movimentado no Dia das Mães, o segmento de vestuário voltou a cair após nove meses de crescimento. A explicação são os preços — à época, bastante pressionados pelo aumento de custos observado nos últimos anos. O grupo de outras atividades (que reúne comércio de combustíveis, joalherias, artigos esportivos, lojas de brinquedos, entre outros e tem um peso enorme no varejo, com o segundo maior faturamento na PCCV), sofreu influência do comércio de combustíveis, que, em um ano, apontou queda nos preços superior a 30%. Dessa forma, mesmo com o aumento do consumo, não foi possível reverter o resultado nas vendas. Entretanto, as concessionárias de veículos surpreenderam positivamente. Em maio, quando o governo anunciou o programa de desconto nos carros populares, esperava-se um movimento de postergação da compra para o mês seguinte. Contudo, isso não ocorreu. A razão, avalia a Entidade, pode ter sido a necessidade imediata da compra e da aquisição de modelos que não entrariam no programa de desconto (ou, ainda, condições mais vantajosas). Por fim, dentre as atividades pesquisadas, destacaram-se os resultados dos supermercados e das farmácias. Esses setores básicos seguem sendo beneficiados pela recomposição real da renda, com mais emprego e menos inflação. A tendência, segundo a FecomercioSP, é que continuem dessa forma ao longo do ano.  Desempenho na capitalNa capital paulista, as vendas apresentaram um crescimento de 4,8% no faturamento real, em relação ao mesmo período do ano passado. A cidade atingiu uma receita de R$ 31,9 bilhões no mês, R$ 1,4 bilhão a mais do que o registrado em maio de 2022. Com esses resultados, a taxa acumulada no ano foi de 7,4%, o que, em termos de valores atuais, representa um incremento de R$ 10,2 bilhões em comparação ao apurado entre janeiro e maio do ano passado.

Manifestação chama atenção do poder público para o caos instalado no Centro de SP

Acontece nesta quinta-feira, 10 de agosto, a manifestação “Salve do Centro de São Paulo”, organizada pela Associação Geral do Centro de SP (AGC-SP). A entidade, presidida por Charles Souza, está convocando uma mega paralisação com o objetivo de chamar a atenção de autoridades e do poder público para o grave problema de segurança e saúde pública há anos instalado no centro de São Paulo: a cracolândia. “Nossa manifestação está embasada em alguns pilares fundamentais: mostrar a força da comunidade, preservar o comércio, os empregos, moradores e agir com dignidade, resgatando os doentes viciados em drogas e ainda exigindo que criminosos sejam identificados e punidos dentro do rigor da lei para que as leis sejam cumpridas e obedecidas”, diz Souza. O presidente da AGC-SP ainda destaca que a manifestação busca mostrar o quão importante é melhorar as condições de trabalho e moradia no Centro de São Paulo, revitalizando a cidade e transformando o Centro em um lugar seguro e com qualidade de vida para todos. A manifestação conta com o apoio de entidades como o SincoElétrico, o Conseg Bom Retiro, USI União Santa Ifigênia, UGT – União Geral dos Trabalhadores, Sindicato dos Comerciários, APANE – Associação dos Nordestinos, Sintraspesp – Sindicato dos Trabalhadores na área da Segurança pública e do Estado de São Paulo, CDL Bom Retiro, entre outros.

Dia dos Pais deve movimentar R$ 7,6 bi em 2023

Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas para o Dia dos Pais de 2023 deverá alcançar R$ 7,67 bilhões. O valor representa alta de 2,2% em relação à mesma data de 2022. O avanço nas vendas também deverá refletir-se nas contratações de trabalhadores temporários. São esperadas 10,38 mil vagas temporárias para atender à demanda sazonal das vendas, segundo expectativa da CNC. Se confirmado, esse seria o maior contingente de trabalhadores temporários contratados nos últimos nove anos. Hiper e supermercados (4,78 mil) e vestuário (1,75 mil) devem ser os que mais contratarão temporários. O salário de admissão deverá situar-se em R$ 1.599 na média do varejo – alta de 1,8%, no comparativo com o mesmo período de 2022. “O Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante do comércio varejista brasileiro em termos de movimentação financeira, e a perspectiva é positiva para o setor, tendo em vista a inflação mais baixa e o início da queda da taxa de juros”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Regionalmente, São Paulo (R$ 2,4 bilhões), Minas Gerais (R$ 747 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 632 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 631 milhões) devem movimentar a maior parte (58%) das vendas. Os Estados que devem ter aumentos reais são Ceará, com alta de 4,6%, Goiás, avanço de 4,5%, e São Paulo, com crescimento esperado de 3,4% nas vendas. Perfumes mais caros, TVs e computadores mais baratos No ano passado, a inflação apontada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de mais de 10%. Neste ano, no entanto, o índice de referência do nível geral de preços indica alta de pouco mais de 3%. Essa desaceleração da inflação deve se refletir na variação média dos preços de bens e serviços mais procurados para presentear os pais. A CNC estima uma alta dos preços com média de 5,5% em relação a 2022. Esse avanço é puxado, especialmente, pela alta dos preços de perfumes, que chega a 20,6%, dos sapatos, que estão 15,7% mais caros, e dos livros, que aumentaram 13,9%. Por outro lado, as televisões estão 14,5% mais baratas, seguidas dos computadores, que caíram 10%, e dos celulares, que tiveram redução de 4,3% nos preços. “A queda do custo desse tipo de produto, que depende mais de crédito, é explicada pela alta taxa de juros”, explica Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa. Segundo Bentes, essa é uma tentativa dos lojistas de oferecer condições mais vantajosas para facilitar a compra de itens que, geralmente, são vendidos a prazo. Roupas e calçados devem ser os mais procurados Embora o segmento de vestuário, calçados e acessórios ainda não tenha recuperado o ritmo de antes da pandemia (em maio deste ano, o volume de vendas era 22% inferior ao de fevereiro de 2020), o rendimento dessas lojas será responsável por quase 77% do total de vendas para o Dia dos Pais. De acordo com a estimativa da CNC, o faturamento desse segmento deve ser superior a R$ 3,6 bilhões. Em seguida, são esperadas maiores movimentações nos ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com vendas de R$ 1,19 bilhão, e de produtos de perfumaria e cosméticos, com R$ 1,16 bilhão. Acesse a pesquisa completa do Dia dos Pais 2023 Foto: Freepik

Falece Antonio Oliveira Santos, o líder empresarial que ajudou a moldar o Sistema CNC-Sesc-Senac

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lamenta informar o falecimento de Antonio Oliveira Santos, Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac de 1980 a 2018 e Presidente de Honra da Confederação, ocorrido hoje, 5 de agosto, no Rio de Janeiro. No dia 20 de julho, ele começou a sentir-se mal dentro da CNC, onde se sentia muito acolhido e confortado. De lá, seguiu para o hospital, onde veio a falecer na madrugada de hoje, aos 97 anos. Se fosse necessário resumir em uma única marca a administração de Antonio Oliveira Santos à frente da CNC, caberia um especial destaque para o processo de interiorização e fortalecimento da atuação do Sesc e do Senac por todo o Brasil. Mas sua importância foi além disso, consolidando as bases da Confederação para uma atuação firme em defesa do comércio de bens, serviços e turismo. “A CNC perde uma de suas grandes referências, um nome que se confunde com a própria trajetória e consolidação do Sistema Comércio”, afirma o atual presidente da entidade, José Roberto Tadros. “É um momento de dor para todos nós, mas também de agradecimento pelo imenso legado deixado por Antonio Oliveira Santos.” Da engenharia à CNC Engenheiro civil e eletricista, formado pela então Universidade do Brasil (hoje UFRJ), Antonio Oliveira Santos nasceu em Vitória (ES), em 1926. Passou pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), pela Companhia de Ferro e Aço de Vitória, além da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Iniciou suas atividades no comércio atacadista e varejista de materiais de construção em 1956. Passou a presidir a Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES) em 1968, assumindo, mais tarde, a Vice-Presidência da CNC. Em 1980, com a morte prematura do então presidente da Confederação, Jessé Pinto Freire, assumiu o comando da entidade. O Brasil atravessava um período de transição política, vivendo uma situação econômica sensível, agravada pela alta dos juros internacionais e do preço do petróleo. A inflação assustava consumidores e empresários. Nesse período, Oliveira Santos intensificou a representação da CNC no governo e em outros segmentos da economia nacional e internacional. Em 1981, fez parte da comitiva do Presidente João Figueiredo que visitou a França, Portugal, Colômbia, Bolívia e Alemanha. No mesmo ano, participou da missão econômica brasileira aos países do sudeste da Ásia e da missão empresarial brasileira, chefiada pelo então ministro da Fazenda, Ernane Galvêas, a países do Oriente Médio. Participação ativa na vida do País Sob seu comando, a CNC teve participação ativa na formulação de políticas públicas e em momentos históricos, como os debates que marcaram a elaboração e a promulgação da Constituição Federal de 1988. Além de presidir a Confederação, Oliveira Santos também estava à frente da União Brasileira de Empresários (UBE), grupo que reunia entidades sindicais empresariais, criado para colaborar com o governo na elaboração da nova Constituição, promovendo suas reuniões na sede da CNC em Brasília. O alinhamento do pensamento político e econômico do empresariado nacional foi determinante nesse momento de fortalecimento da luta em defesa da livre-iniciativa e da economia de mercado. É na gestão de Antonio Oliveira Santos que o Sistema Confederativo do Comércio se reorganizou, buscando fortalecer o Sistema Sindical do Comércio, com mais integração e unidade entre as entidades, desenvolvendo o arcabouço de atuação que funciona até hoje e que dá voz aos empresários do setor terciário de todo o País. No campo da assistência e formação do trabalhador, o Sesc e o Senac iniciaram um período de expansão à altura dos desafios que o Brasil projetava, consolidando as duas instituições como um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo, com atuação em todo o País. Implantou dois projetos visionários: a Estância Ecológica Sesc Pantanal, em Mato Grosso, maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Brasil; e a Escola Sesc de Ensino Médio, unidade modelo no Rio de Janeiro que tem formado com excelência novas gerações de estudantes brasileiros. A CNC, as Federações, os Sindicatos, o Sesc e o Senac, neste momento de profundo pesar, rendem a mais grata homenagem à figura do grande líder empresarial que trabalhou pelo engrandecimento do Sistema Comércio. E as entidades, unidas, demonstram seu carinho e sua solidariedade à família.  Alguns dos títulos e Comendas concedidos a Antonio Oliveira Santos